Contabilização de debêntures e queda da taxa de juros

Artigo publicado em 2 de abril de 2020 às 10:09 A ameaça do COVID-19 configurou, aos poucos, um novo cenário social e econômico. Com as políticas de isolamento social e quarentena, adotadas como forma de prevenção, o mundo desacelerou. Com isso, é claro, o consumo também diminuiu. Na economia brasileira, antes mesmo dos impactos do coronavírus, as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) já haviam registrado sucessivas reduções na taxa básica de juros (Selic). A estratégia de redução do custo de financiamento para empresas visava, principalmente, a retomada do crescimento econômico brasileiro. Agora, devido à pandemia do COVID-19, o uso deste tipo de ação se faz ainda mais necessária, principalmente, para incentivar o consumo e produção. Tanto é verdade que o Copom reduziu a taxa Selic para 3,75% na tentativa de conter o impacto da crise Neste post, vamos mostrar como e porque as debêntures têm sido usadas no mercado.  Continue lendo o artigo!

#1 O que é debênture?

A debênture é uma ferramenta de financiamento empresarial. Na prática, podemos definir as debêntures como títulos de dívida que uma Sociedade Anônima (S/A) mantém com um investidor em médio ou longo prazo. Sendo assim, o credor possui um direito de crédito na companhia.  Com essa proposta, as debêntures se consolidam como uma das ferramentas de financiamento empresarial atrativa, por apresentar taxas de captação e prazos vantajosos e abrir a captação para o público investidor e não mais apenas bancos. 

#2 Anbima aponta aumento na emissão de debêntures 

De acordo com a Anbima, em 2018, foi registrado um crescimento próximo a 100% em comparação com o ano anterior. Já em 2019 (após divulgação completa dos dados), estima-se que essa modalidade deve alcançar quase 50% das emissões de empresas abertas. Nesse contexto de volatilidade na taxa de juros, quem está à frente da administração de companhias e de fundos de investimentos precisa redobrar a atenção. Isso porque pode ser preciso reavaliar o valor justo de ativos e passivos cuja remuneração não está atrelada a uma taxa de mercado, como CDI, SELIC ou TJLP (quando tais saldos contábeis forem indicados para reavaliação conforme requerido pelo CPC 48).  Dentre os passivos que precisam ser avaliados, as debêntures se destacam. Até recentemente, elas não vinham gerar questionamento de auditorias. Contudo, com as recentes quedas da taxa de juros, este tipo de título de dívida vem sendo analisado com mais atenção pelos auditores.

#3 Como analisar as debêntures? 

No caso das debêntures, existem duas principais razões que podem justificar a necessidade de reavaliação a valor justo. São elas:
  1.  Descolamento entre a taxa de juros prefixada e a taxa de juros de mercado 
  2.  Revisão da curva esperada de pagamento, como em casos de reperfilamento ou de default.
Mas, afinal, como realizar a avaliação a valor justo de debêntures? Veja as principais etapas e acerte neste processo: O primeiro passo é verificar se o fluxo inicialmente previsto no contrato é suportado pela capacidade de pagamento da companhia. Neste momento, é importante fazer a projeção do fluxo de caixa da companhia, bem como compreender a curva de pagamento da debênture Analise com cuidado e verifique se os fluxos já contemplam os impactos mensurados a partir da declaração da pandemia, como impactos na cadeia de suprimentos, contratos onerosos, mudanças na expectativa de demanda, entre outros. Em seguida, o fluxo projetado de pagamento das debêntures deve ser descontado a valor presente pelo custo de captação efetivo atualizado da companhia. Nesta etapa, lembre-se que o fluxo de pagamento projetado deve incluir tanto o recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto a venda de ativos financeiros.  Outro ponto importante: o custo de captação efetivo normalmente é composto por um índice de mercado como IPCA ou CDI com a adição de um spread Tal taxa é calculada, preferencialmente, a partir da utilização de uma proxy de mercado como premissa. Sendo assim, é usada a média de debêntures comparáveis que possuem negociação elevada e risco similar. Cabe destacar também que podemos nos deparar com situações especiais. É possível concluir, por exemplo, que a companhia não será capaz de honrar com o pagamento da dívida analisada. Neste caso, é preciso analisar e avaliar as garantias previstas em contrato. Para todos os cenários, a APSIS dispõe de uma equipe qualificada e multidisciplinar que pode ajudar você neste tipo de análise. Conte com o apoio de um time de especialistas no assunto para fazer a avaliação das debêntures e também das garantias previstas em contrato. Entre em contato conosco e saiba como  a APSIS pode descomplicar esse processo para você.
Errata: A autoria dessa publicação entre os dias 2 de abril e 6 de abril de 2020, foi atribuída por equívoco a Antônio Luiz Feijó Nicolau que desde junho de 2017 não integra a equipe APSIS.
Veja também: Medidas do grupo de monitoramento dos impactos do COVID-19Artigo publicado em 2 de abril de 2020 às 10:09 A ameaça do COVID-19 configurou, aos poucos, um novo cenário social e econômico. Com as políticas de isolamento social e quarentena, adotadas como forma de prevenção, o mundo desacelerou. Com isso, é claro, o consumo também diminuiu. Na economia brasileira, antes mesmo dos impactos do coronavírus, as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) já haviam registrado sucessivas reduções na taxa básica de juros (Selic). A estratégia de redução do custo de financiamento para empresas visava, principalmente, a retomada do crescimento econômico brasileiro. Agora, devido à pandemia do COVID-19, o uso deste tipo de ação se faz ainda mais necessária, principalmente, para incentivar o consumo e produção. Tanto é verdade que o Copom reduziu a taxa Selic para 3,75% na tentativa de conter o impacto da crise Neste post, vamos mostrar como e porque as debêntures têm sido usadas no mercado.  Continue lendo o artigo!

#1 O que é debênture?

A debênture é uma ferramenta de financiamento empresarial. Na prática, podemos definir as debêntures como títulos de dívida que uma Sociedade Anônima (S/A) mantém com um investidor em médio ou longo prazo. Sendo assim, o credor possui um direito de crédito na companhia.  Com essa proposta, as debêntures se consolidam como uma das ferramentas de financiamento empresarial atrativa, por apresentar taxas de captação e prazos vantajosos e abrir a captação para o público investidor e não mais apenas bancos. 

#2 Anbima aponta aumento na emissão de debêntures 

De acordo com a Anbima, em 2018, foi registrado um crescimento próximo a 100% em comparação com o ano anterior. Já em 2019 (após divulgação completa dos dados), estima-se que essa modalidade deve alcançar quase 50% das emissões de empresas abertas. Nesse contexto de volatilidade na taxa de juros, quem está à frente da administração de companhias e de fundos de investimentos precisa redobrar a atenção. Isso porque pode ser preciso reavaliar o valor justo de ativos e passivos cuja remuneração não está atrelada a uma taxa de mercado, como CDI, SELIC ou TJLP (quando tais saldos contábeis forem indicados para reavaliação conforme requerido pelo CPC 48).  Dentre os passivos que precisam ser avaliados, as debêntures se destacam. Até recentemente, elas não vinham gerar questionamento de auditorias. Contudo, com as recentes quedas da taxa de juros, este tipo de título de dívida vem sendo analisado com mais atenção pelos auditores.

#3 Como analisar as debêntures? 

No caso das debêntures, existem duas principais razões que podem justificar a necessidade de reavaliação a valor justo. São elas:
  1.  Descolamento entre a taxa de juros prefixada e a taxa de juros de mercado 
  2.  Revisão da curva esperada de pagamento, como em casos de reperfilamento ou de default.
Mas, afinal, como realizar a avaliação a valor justo de debêntures? Veja as principais etapas e acerte neste processo: O primeiro passo é verificar se o fluxo inicialmente previsto no contrato é suportado pela capacidade de pagamento da companhia. Neste momento, é importante fazer a projeção do fluxo de caixa da companhia, bem como compreender a curva de pagamento da debênture Analise com cuidado e verifique se os fluxos já contemplam os impactos mensurados a partir da declaração da pandemia, como impactos na cadeia de suprimentos, contratos onerosos, mudanças na expectativa de demanda, entre outros. Em seguida, o fluxo projetado de pagamento das debêntures deve ser descontado a valor presente pelo custo de captação efetivo atualizado da companhia. Nesta etapa, lembre-se que o fluxo de pagamento projetado deve incluir tanto o recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto a venda de ativos financeiros.  Outro ponto importante: o custo de captação efetivo normalmente é composto por um índice de mercado como IPCA ou CDI com a adição de um spread Tal taxa é calculada, preferencialmente, a partir da utilização de uma proxy de mercado como premissa. Sendo assim, é usada a média de debêntures comparáveis que possuem negociação elevada e risco similar. Cabe destacar também que podemos nos deparar com situações especiais. É possível concluir, por exemplo, que a companhia não será capaz de honrar com o pagamento da dívida analisada. Neste caso, é preciso analisar e avaliar as garantias previstas em contrato. Para todos os cenários, a APSIS dispõe de uma equipe qualificada e multidisciplinar que pode ajudar você neste tipo de análise. Conte com o apoio de um time de especialistas no assunto para fazer a avaliação das debêntures e também das garantias previstas em contrato. Entre em contato conosco e saiba como  a APSIS pode descomplicar esse processo para você.
Errata: A autoria dessa publicação entre os dias 2 de abril e 6 de abril de 2020, foi atribuída por equívoco a Antônio Luiz Feijó Nicolau que desde junho de 2017 não integra a equipe APSIS.
Veja também: Medidas do grupo de monitoramento dos impactos do COVID-19Artigo publicado em 2 de abril de 2020 às 10:09 A ameaça do COVID-19 configurou, aos poucos, um novo cenário social e econômico. Com as políticas de isolamento social e quarentena, adotadas como forma de prevenção, o mundo desacelerou. Com isso, é claro, o consumo também diminuiu. Na economia brasileira, antes mesmo dos impactos do coronavírus, as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) já haviam registrado sucessivas reduções na taxa básica de juros (Selic). A estratégia de redução do custo de financiamento para empresas visava, principalmente, a retomada do crescimento econômico brasileiro. Agora, devido à pandemia do COVID-19, o uso deste tipo de ação se faz ainda mais necessária, principalmente, para incentivar o consumo e produção. Tanto é verdade que o Copom reduziu a taxa Selic para 3,75% na tentativa de conter o impacto da crise Neste post, vamos mostrar como e porque as debêntures têm sido usadas no mercado.  Continue lendo o artigo!

#1 O que é debênture?

A debênture é uma ferramenta de financiamento empresarial. Na prática, podemos definir as debêntures como títulos de dívida que uma Sociedade Anônima (S/A) mantém com um investidor em médio ou longo prazo. Sendo assim, o credor possui um direito de crédito na companhia.  Com essa proposta, as debêntures se consolidam como uma das ferramentas de financiamento empresarial atrativa, por apresentar taxas de captação e prazos vantajosos e abrir a captação para o público investidor e não mais apenas bancos. 

#2 Anbima aponta aumento na emissão de debêntures 

De acordo com a Anbima, em 2018, foi registrado um crescimento próximo a 100% em comparação com o ano anterior. Já em 2019 (após divulgação completa dos dados), estima-se que essa modalidade deve alcançar quase 50% das emissões de empresas abertas. Nesse contexto de volatilidade na taxa de juros, quem está à frente da administração de companhias e de fundos de investimentos precisa redobrar a atenção. Isso porque pode ser preciso reavaliar o valor justo de ativos e passivos cuja remuneração não está atrelada a uma taxa de mercado, como CDI, SELIC ou TJLP (quando tais saldos contábeis forem indicados para reavaliação conforme requerido pelo CPC 48).  Dentre os passivos que precisam ser avaliados, as debêntures se destacam. Até recentemente, elas não vinham gerar questionamento de auditorias. Contudo, com as recentes quedas da taxa de juros, este tipo de título de dívida vem sendo analisado com mais atenção pelos auditores.

#3 Como analisar as debêntures? 

No caso das debêntures, existem duas principais razões que podem justificar a necessidade de reavaliação a valor justo. São elas:
  1.  Descolamento entre a taxa de juros prefixada e a taxa de juros de mercado 
  2.  Revisão da curva esperada de pagamento, como em casos de reperfilamento ou de default.
Mas, afinal, como realizar a avaliação a valor justo de debêntures? Veja as principais etapas e acerte neste processo: O primeiro passo é verificar se o fluxo inicialmente previsto no contrato é suportado pela capacidade de pagamento da companhia. Neste momento, é importante fazer a projeção do fluxo de caixa da companhia, bem como compreender a curva de pagamento da debênture Analise com cuidado e verifique se os fluxos já contemplam os impactos mensurados a partir da declaração da pandemia, como impactos na cadeia de suprimentos, contratos onerosos, mudanças na expectativa de demanda, entre outros. Em seguida, o fluxo projetado de pagamento das debêntures deve ser descontado a valor presente pelo custo de captação efetivo atualizado da companhia. Nesta etapa, lembre-se que o fluxo de pagamento projetado deve incluir tanto o recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto a venda de ativos financeiros.  Outro ponto importante: o custo de captação efetivo normalmente é composto por um índice de mercado como IPCA ou CDI com a adição de um spread Tal taxa é calculada, preferencialmente, a partir da utilização de uma proxy de mercado como premissa. Sendo assim, é usada a média de debêntures comparáveis que possuem negociação elevada e risco similar. Cabe destacar também que podemos nos deparar com situações especiais. É possível concluir, por exemplo, que a companhia não será capaz de honrar com o pagamento da dívida analisada. Neste caso, é preciso analisar e avaliar as garantias previstas em contrato. Para todos os cenários, a APSIS dispõe de uma equipe qualificada e multidisciplinar que pode ajudar você neste tipo de análise. Conte com o apoio de um time de especialistas no assunto para fazer a avaliação das debêntures e também das garantias previstas em contrato. Entre em contato conosco e saiba como  a APSIS pode descomplicar esse processo para você.
Errata: A autoria dessa publicação entre os dias 2 de abril e 6 de abril de 2020, foi atribuída por equívoco a Antônio Luiz Feijó Nicolau que desde junho de 2017 não integra a equipe APSIS.
Veja também: Medidas do grupo de monitoramento dos impactos do COVID-19
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