IPO pode deixar Snapchat mal na foto

A oferta pública inicial de ações – em inglês, Initial Public Offering (IPO) – da Snap Inc., dona do popular aplicativo de fotos, vídeos e mensagens instantâneas Snapchat, tem sido alvo de polêmicas entre os investidores. O principal motivo é a estrutura de classes acionárias oferecidas: todo o poder de voto nas decisões da companhia deve permanecer com os fundadores e com os investidores originais, sendo apenas oferecidas ao mercado ações preferenciais – aquelas sem nenhum poder de voto ou controle. O modelo tradicional no mercado é ter dois tipos de ações, uma com direito de voto e outra sem. A entrada inusitada da empresa no mercado de ações, caso seja completada com sucesso, deve ser a primeira no mercado americano a ter sido realizada sem oferecer nenhum controle aos futuros acionistas. Isto tem gerado críticas ao modelo de governança corporativa proposto. Afinal, esses novos acionistas serão como donos do negócio que tem apenas direitos econômicos – não poderão influenciar em praticamente nada nas decisões de gestão da empresa. Esse movimento vai na contramão de modelos de governança corporativa que tem sido implantados ao redor do mundo, como a iniciativa da BM&F Bovespa de criar o Novo Mercado no ano de 2000. Dentre as regras desse segmento especial, destinadas a estimular as boas práticas, está a exigência de que as empresas listadas tenham apenas ações ordinárias (ON) – aquelas com direito a voto. Isto coloca todos em acionistas em um patamar de igualdade entre direitos políticos e econômicos das ações. A decisão da Snap Inc. ainda vai dar o que falar e pode se tornar um bom estudo de caso. Alguns grandes investidores já se posicionaram veementemente contra a estrutura proposta e deram sinais de que não irão investir na empresa, como é o caso do CalPERS, maior fundo de pensão do Estados Unidos, com cerca de US$ 300 bilhões de dólares em ativos. Com uma avaliação proposta de cerca de US$ 19 bilhões, os fundadores do Snapchat querem os benefícios tradicionais do mercado de capitais, como o acesso a uma grande quantidade de investimentos para injetarem em seu negócio, sem o ônus tradicional de ter que abrir mão de parte do controle da companhia. Só o tempo vai dizer se os fundadores da empresa acertaram nessa aposta ou se a iniciativa é arrojada demais para o mercado. Caio Bacellar – Equipe de Projetos A oferta pública inicial de ações – em inglês, Initial Public Offering (IPO) – da Snap Inc., dona do popular aplicativo de fotos, vídeos e mensagens instantâneas Snapchat, tem sido alvo de polêmicas entre os investidores. O principal motivo é a estrutura de classes acionárias oferecidas: todo o poder de voto nas decisões da companhia deve permanecer com os fundadores e com os investidores originais, sendo apenas oferecidas ao mercado ações preferenciais – aquelas sem nenhum poder de voto ou controle. O modelo tradicional no mercado é ter dois tipos de ações, uma com direito de voto e outra sem. A entrada inusitada da empresa no mercado de ações, caso seja completada com sucesso, deve ser a primeira no mercado americano a ter sido realizada sem oferecer nenhum controle aos futuros acionistas. Isto tem gerado críticas ao modelo de governança corporativa proposto. Afinal, esses novos acionistas serão como donos do negócio que tem apenas direitos econômicos – não poderão influenciar em praticamente nada nas decisões de gestão da empresa. Esse movimento vai na contramão de modelos de governança corporativa que tem sido implantados ao redor do mundo, como a iniciativa da BM&F Bovespa de criar o Novo Mercado no ano de 2000. Dentre as regras desse segmento especial, destinadas a estimular as boas práticas, está a exigência de que as empresas listadas tenham apenas ações ordinárias (ON) – aquelas com direito a voto. Isto coloca todos em acionistas em um patamar de igualdade entre direitos políticos e econômicos das ações. A decisão da Snap Inc. ainda vai dar o que falar e pode se tornar um bom estudo de caso. Alguns grandes investidores já se posicionaram veementemente contra a estrutura proposta e deram sinais de que não irão investir na empresa, como é o caso do CalPERS, maior fundo de pensão do Estados Unidos, com cerca de US$ 300 bilhões de dólares em ativos. Com uma avaliação proposta de cerca de US$ 19 bilhões, os fundadores do Snapchat querem os benefícios tradicionais do mercado de capitais, como o acesso a uma grande quantidade de investimentos para injetarem em seu negócio, sem o ônus tradicional de ter que abrir mão de parte do controle da companhia. Só o tempo vai dizer se os fundadores da empresa acertaram nessa aposta ou se a iniciativa é arrojada demais para o mercado. Caio Bacellar – Equipe de Projetos A oferta pública inicial de ações – em inglês, Initial Public Offering (IPO) – da Snap Inc., dona do popular aplicativo de fotos, vídeos e mensagens instantâneas Snapchat, tem sido alvo de polêmicas entre os investidores. O principal motivo é a estrutura de classes acionárias oferecidas: todo o poder de voto nas decisões da companhia deve permanecer com os fundadores e com os investidores originais, sendo apenas oferecidas ao mercado ações preferenciais – aquelas sem nenhum poder de voto ou controle. O modelo tradicional no mercado é ter dois tipos de ações, uma com direito de voto e outra sem. A entrada inusitada da empresa no mercado de ações, caso seja completada com sucesso, deve ser a primeira no mercado americano a ter sido realizada sem oferecer nenhum controle aos futuros acionistas. Isto tem gerado críticas ao modelo de governança corporativa proposto. Afinal, esses novos acionistas serão como donos do negócio que tem apenas direitos econômicos – não poderão influenciar em praticamente nada nas decisões de gestão da empresa. Esse movimento vai na contramão de modelos de governança corporativa que tem sido implantados ao redor do mundo, como a iniciativa da BM&F Bovespa de criar o Novo Mercado no ano de 2000. Dentre as regras desse segmento especial, destinadas a estimular as boas práticas, está a exigência de que as empresas listadas tenham apenas ações ordinárias (ON) – aquelas com direito a voto. Isto coloca todos em acionistas em um patamar de igualdade entre direitos políticos e econômicos das ações. A decisão da Snap Inc. ainda vai dar o que falar e pode se tornar um bom estudo de caso. Alguns grandes investidores já se posicionaram veementemente contra a estrutura proposta e deram sinais de que não irão investir na empresa, como é o caso do CalPERS, maior fundo de pensão do Estados Unidos, com cerca de US$ 300 bilhões de dólares em ativos. Com uma avaliação proposta de cerca de US$ 19 bilhões, os fundadores do Snapchat querem os benefícios tradicionais do mercado de capitais, como o acesso a uma grande quantidade de investimentos para injetarem em seu negócio, sem o ônus tradicional de ter que abrir mão de parte do controle da companhia. Só o tempo vai dizer se os fundadores da empresa acertaram nessa aposta ou se a iniciativa é arrojada demais para o mercado. Caio Bacellar – Equipe de Projetos
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