Valor justo é inovação na avaliação dos Fundos de Investimento em Participações (FIPs)

O critério de avaliação pelo valor justo é uma metodologia moderna e eficaz para mensurar ativos. Segundo o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o valor justo de um ativo é definido como o preço que seria recebido na venda de um ativo em uma transação ordenada entre participantes de mercado na data da mensuração. Por isso, é muito bem-vinda a publicação recente da instrução 579 da CVM (comissão de Valores Mobiliários): ela trata os aspectos contábeis dos chamados Fundos de Investimento em Participações (FIPs) – especialmente aqueles classificados como entidades de investimento, casos dos fundos de private equity e grandes fundos de family office. Segundo a nova diretriz, esses FIPs devem mensurar seus investimentos pelo critério de valor justo, tanto na integralização de ativos, como periodicamente, na divulgação de suas demonstrações financeiras a serem elaboradas de 12 em 12 meses. A prática mais comum por parte dos fundos até agora era a marcação desses investimentos a valor de custo: não era necessário reavaliar o ativo periodicamente. Como resultado, o investidor destes fundos ficava sem saber se o montante investido havia se valorizado ou não, numa espécie de “ponto cego”, durante todo o período da aplicação. Além de consolidar e modernizar a legislação, aproximando a normativa brasileira à pratica internacional, a atualização vai trazer maior transparência e segurança ao mercado de private equity nacional, equiparando-os às já consolidadas indústrias internacionais destes ativos. A equipe da Apsis pode auxiliá-lo em todas as questões relacionadas com avaliação do seu negócio. Miguel Monteiro | Projetos
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