América Latina vive ‘boom’ econômico

RIO – Favorecido pela melhora nas condições da economia latino-americana, que está em uma fase de "boom" do ciclo econômico pela primeira vez desde julho de 2007, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina subiu de 5,6 para 6,0 pontos entre abril e julho de 2010. A conclusão consta da Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research at the University of Munich, ou Instituto IFO, e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A sondagem é trimestral, e suas respostas são usadas para elaborar o ICE, que é calculado com base em uma escala de 0 a 9 pontos . Segundo as instituições, houve uma melhora na avaliação dos analistas quanto à situação atual da economia latino-americana, no período. Porém, mesmo com o avanço do ICE, a sondagem mostra que estão menos otimistas as expectativas dos especialistas quanto aos rumos futuros da economia na América Latina para os próximos meses. Isso é perceptível nos resultados dos dois sub-indicadores que formam o ICE. De acordo com as entidades, o Índice da Situação Atual (ISA) subiu de 4,7 para 5,8 pontos, entre abril e julho; e o Índice de Expectativas (IE) recuou de 6,4 para 6,2 pontos no período.

Mesmo com a melhora, as instituições informam que a situação da economia latino-americano sugere "cautela". As organizações avaliam que os especialistas consultados não pareciam estar seguros da solidez da recuperação da economia latino-americana. A piora na avaliação das expectativas na economia dos 11 países analisados para a sondagem não foi uma novidade: a sondagem começou a apresentar sinais de uma trajetória declinante para as perspectivas econômicas na região a partir de outubro de 2009.

Brasil continua em 2º lugar em ranking de clima econômico

O Brasil continuou a mostrar em julho o segundo melhor clima econômico entre os países da América Latina, perdendo apenas para o Peru, que ocupa a primeira posição. Segundo a pesquisa, o Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil subiu de 7 pontos para 7,4 pontos de abril para julho, dentro de uma escala de 0 a 9 pontos. O indicador é calculado com base nas respostas obtidas na sondagem.

De acordo com as organizações, de abril a julho, melhorou a avaliação da situação atual econômica brasileira entre os analistas de mercado financeiro consultados. Entretanto, o humor dos especialistas quanto aos rumos futuros da economia no País esfriou no período, e tornou-se menos otimista.

Entre os 11 países pesquisados para a sondagem, apenas quatro apresentaram em julho ICE acima da média do indicador na região latino-americana, que foi de 6,0 pontos no mês. Além do Brasil, é o caso de Peru (7,1 pontos); Uruguai (6,4 pontos); e Chile (6,4 pontos). Os outros países ainda mostram clima econômico abaixo da média. É o caso de Paraguai (5,2 pontos); Colômbia (5,3 pontos); Argentina (4,5 pontos); México (4,2 pontos); Bolívia (4,5 pontos); Equador (4,1 pontos); e Venezuela (2,7 pontos).

A sondagem ouviu 149 especialistas em 17 países, durante o mês de julho.

(Alessandra Saraiva | O Estado de São Paulo)

 

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