BB pode comprar banco na AL ainda este ano

São Paulo – O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, afirmou hoje à Agência Estado que há possibilidade de o BB comprar uma instituição financeira na América Latina ainda este ano, antes de adquirir um banco nos EUA, também até dezembro.

De acordo com o vice-presidente de negócios internacionais de atacado do BB, Allan Toledo, o banco tem como objetivo ser a instituição financeira nacional mais forte na América Latina em três ou quatro anos. "É importante para firmarmos essa estratégia a aquisição de um banco aqui na nossa região até o final do ano", disse.

De acordo com Bendine, as avaliações de bancos nos EUA estão caminhando e o BB trabalha com o objetivo de adquirir uma instituição com forte presença nos cinco Estados onde há grande concentração de brasileiros, entre eles, Massachusetts, Nova York Connecticut e Flórida. Segundo Toledo, o foco principal de internacionalização do BB hoje está na América Latina, nos EUA e na África.

"O mercado asiático é interessante, porém precisamos fincar nossas raízes nos mercados mais próximos", disse. O BB contratou uma banco de investimento e já identificou instituições para comprar nos Estados Unidos, informou Bendine. "Estamos firmes no processo de internacionalização", disse.

Crédito

No Brasil, o BB mantém sua estratégia de atuar com vigor no mercado de concessão de crédito para empresas e pessoas físicas, disse Bendine. Segundo ele, há uma reação nos últimos meses das instituições comerciais privadas para conceder financiamentos a companhias e consumidores. "Mas vamos continuar nossa trajetória de atuação nesses segmentos", comentou.

A instituição acredita que esse segmento de mercado deve continuar exibindo avanços expressivos em função do aquecimento da economia, da evolução da renda das famílias e do bom nível de emprego. O Banco Central (BC) estima que o Brasil deve crescer 7,3% neste ano.

 

África

A gestão da holding financeira firmada entre BB, Bradesco e Banco Espírito Santo (BES) para atuação na África será compartilhada entre os três participantes, informou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Hoje a holding é controlada pelo BES, de Portugal. A primeira fase do projeto, anunciado hoje, é a consolidação do que já existe, disse Trabuco. O BES opera na África há mais de 100 anos.

Em seguida, a holding vai buscar a ampliação das operações, que inclui parcerias com bancos locais e aquisição de instituições financeiras africanas. "Queremos preservar a identidade local dos bancos", afirmou Trabuco. Segundo ele, a área de seguros é uma das com maior potencial. "Esse mercado não existe em muitos países da região."

O foco de atuação do BB e do Bradesco na África será o varejo e também o crédito para empresas, incluindo o apoio a companhias brasileiras que atuam no continente. Segundo Trabuco, existem países africanos, como Moçambique e Angola, onde o nível de bancarização é menor do que 15% da população. Segundo Bendine, foi o BES que procurou o BB e o Bradesco para propor o investimento conjunto na África. O BES tem participação acionária no Bradesco e, por isso, já conhecia o banco.

Na entrevista concedida hoje para anunciar as operações na África, estavam presentes os principais executivos de empresas brasileiras que atuam naquele continente, como Marfrig, Odebrecht, Camargo Correa e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

(Ricardo Leopoldo e Altamiro Silva Júnior | Portal Exame)

 

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