C-Pack vai triplicar capacidade de produção

A aposta no crescimento do consumo de cosméticos levou a C-Pack, fabricante de bisnagas para o setor, a tirar do papel um plano de investimento de R$ 62 milhões, com o objetivo de ampliar a sua capacidade de produção de 100 milhões de tubos por ano para 300 milhões até o fim de 2011. A empresa, que tem a sua sede instalada na zona industrial de São José, na região metropolitana de Florianópolis, espera atingir receita de R$ 75 milhões este ano.

Segundo Luiz Gonzaga Coelho, principal executivo da C-Pack, o negócio começou pequeno, mas com planos de expansão muito claros. Fundada em 2002, a empresa saiu de um faturamento de R$ 4,5 milhões, em 2003, e tem planos de atingir os R$ 100 milhões já em 2011.

Em agosto, a C-Pack colocou em operação uma nova linha, ampliando de 100 milhões para 140 milhões a capacidade de fabricação. A estimativa atual é de que o mercado consuma cerca de 300 milhões de bisnagas por ano. A ampliação deve fazer o número de funcionários, que hoje é de 380 funcionários, passar para 450 no próximo ano.

Hoje, são cerca de 700 produtos ativos e 400 clientes, embora 80% das vendas estejam concentrados em 15 deles. Segundo Gonzaga, o setor cosmético é responsável por 90% das vendas, mas há um movimento crescente na indústria alimentícia pelo uso do produto. Avon, Johnson & Johnson, O Boticário, Unilever, Natura, Medley, Aché e Akakia estão entre os clientes.

O executivo aposta numa substituição dos tradicionais tubos pelas bisnagas. "É uma alternativa que utiliza apenas 30% da matéria-prima plástica de um frasco e é mais dinâmico para o fabricante", afirmou.

O setor passa por um período de pico a partir de agosto, conta Gonzaga, quando o segmento começa a se preparar para as vendas de fim de ano. Neste período, o prazo de entrega que é de quatro semanas chega a passar para sete a oito. A ampliação da capacidade vai garantir mais agilidade de entrega também nos períodos aquecidos.

A C-Pack, que pertence a uma holding suíça que atua no setor de saúde chamada Pidji, importa cerca de 6% das matérias-primas. Segundo Gonzaga, são trazidos de fora apenas materiais especiais que não são encontrados no país. Com foco no mercado interno, a empresa exporta para oito países da América Latina e Estados Unidos, o que representa 7% do faturamento.

Instalado em uma área de 36 mil m2 e com 9,8 mil m2 de área construída, a C-Pack já pensa em ampliação física. Gonzaga conta que a empresa estuda a construção de um novo prédio, um investimento de R$ 20 milhões, para abrigar os estoques.

A empresa também mantém um centro de desenvolvimento de novos materiais e pesquisa, o Core of Research and Development (Core-D). Segundo o principal executivo da companhia, a equipe trabalha em parceria com universidades locais e recebe investimentos de programas federais de desenvolvimento tecnológico. Entre as linhas com maior destaque, está o desenvolvimento de um plástico feito à base de milho. O plástico verde – no rasto do que é produzido a base de cana-de-açúcar – teria um poder de degradação acelerado exposto no ambiente.

(Júlia Pitthan | Valor)

 

 

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