Camargo Corrêa investe US$ 250 mi em nova fábrica na Argentina

Para ocupar uma fatia maior do mercado de cimento da região argentina de Cuyo, a Loma Negra, empresa do grupo Camargo Corrêa, anunciou nesta sexta-feira (5) a construção de uma nova fábrica no país. Com capacidade de 1 milhão de toneladas por ano, a unidade terá investimento de US$ 250 milhões e deverá ficar pronta no prazo de 36 meses.

O local do empreendimento deverá ser definido até setembro, ficando em uma das três províncias da região – Mendonza, San Luís e San Juan -, afirmou José Édison de Barros, presidente da Intercement Participações, holding que faz a gestão de todos os negócios de cimento do grupo no Brasil e no exterior.

O executivo informou que a Loma Negra tem atuação local apenas com uma pequena fábrica na província de San Juan, com capacidade de 180 mil toneladas ao ano. "Nossa participação de mercado na região de Cuyo é pouco acima de 20%", disse Barros. No país, como um todo, a companhia prevê encerrar este ano com 46% das vendas do produto.

Segundo ele, San Juan é a segunda região que mais cresce economicamente no país. Mas não está garantida que vai receber a nova fábrica, apesar de abrigar uma ampla jazida de calcário (matéria-prima do cimento), adquirida pela empresa no ano passado. "Vai depender de vários fatores, como incentivos e condições de acesso a energia (elétrica ou a gás)", ressaltou.

A nova unidade faz parte de um pacote total de US$ 400 milhões a ser aplicado em três anos. A empresa vai destinar US$ 30 milhões para fazer um moinho de carvão na fábrica de Barcas, na província de Buenos Aires, que sofre com falta de energia na época do inverno. Os demais US$ 120 milhões serão aplicados em melhorias operacionais, de logística e ambientais das atuais nove fábricas da empresa.

Neste ano, a Loma Negra prevê fabricar e vender 5,8 milhões de toneladas, 300 mil a mais do que no ano passado. A previsão de crescimento do mercado argentino é de 7% neste ano, passando de 11,5 milhões de toneladas.

(Valor)

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