Campo Largo chega a R$ 65 milhões e vai às compras

A Famiglia Zanlorenzi, novo nome da Vinícola Campo Largo, uma das maiores fabricantes de vinho de mesa do país, vai crescer 22% em 2010 e chegar ao faturamento de R$ 65 milhões. Para 2011, a meta inicial é alcançar R$ 75 milhões, o que representa aumento de 15%, mas o presidente da empresa, Giorgeo Zanlorenzi, planeja andar ainda mais rápido. "Nosso sonho é fazer uma aquisição", diz ele, que já conversou com duas concorrentes e não fechou negócio porque uma estava com dívidas e a outra era a "paixão" do dono. A intenção é agregar mais marcas ao portfólio em 2011.

Neto do fundador, Zanlorenzi tem apenas 36 anos e está no comando da empresa desde 1997. Naquela época, a empresa usava o nome Vinhos Campo Largo e tinha apenas uma marca. Vinho de mesa, o mais consumido no país, é feito com uvas americanas ou híbridas. Em 2005, quando entrou no segmento de vinhos finos, feitos com uvas especiais, europeias, o empresário mudou o nome para Vinícola Campo Largo. Agora, com o resgate do nome italiano que já foi usado no passado, ele busca também um novo posicionamento no mercado, com duas linhas para as dez marcas que comercializa. Os produtos de acesso ficarão com a Vinícola Campo Largo e os produtos finos com a Vinícola Serra Gaúcha.

Desde a fundação, há 68 anos, a sede fica em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, mas a produção atualmente é toda feita em São Marcos, no Rio Grande do Sul, com uvas adquiridas de produtores de 14 municípios. No Paraná é feito apenas o engarrafamento. Nos últimos anos, a empresa tem investido na produção de uvas por pequenos agricultores no Paraná e a primeira safra deverá ser colhida em 2011. Mas o volume esperado é de apenas 150 toneladas, bem pouco se comparadas às 20 mil toneladas da fruta que processa anualmente.

O vinho de mesa Campo Largo, que é vendido em garrafa com tampa de rosca, é o carro-chefe da empresa, no entanto Zanlorenzi conta que sua participação nas receitas tem caído, por causa de investimentos em produtos de maior valor agregado. No ano passado, ele investiu R$ 4 milhões em uma fábrica de sucos de uva. Em 2010, fez quatro lançamentos e mais três estão previstos para 2011, quando planeja incrementar a atuação no segmento de espumantes, no qual está investindo R$ 2 milhões em equipamentos. A produção de espumantes deve saltar de 75 mil litros em 2010 para 600 mil no próximo ano. "Estamos trabalhando com pesquisas sobre o que o consumidor deseja e queremos atender todos os gostos e poderes aquisitivos", diz.

Em 2010, a empresa expandiu a área de atuação e entrou em novas redes de varejo, em especial no Nordeste. Ela exporta vinho para o Paraguai, China e Estados Unidos e negocia para 2011 o embarque de suco. A receita com exportação responde por 2% do total e a meta é elevar a fatia para 5% até 2015. Entre os trunfos estão oito premiações internacionais recebidas nos últimos cinco anos com os vinhos engarrafados no Paraná. "Vemos espaço para crescer", diz Zanlorenzi, que pensa em usar recursos próprios ou buscar financiamento para aquisições.

(Marli Lima | Valor)

 

 

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