Construtores projetam recorde de lançamentos de imóveis no Rio em 2011

Ademi prevê criação de 25 mil unidades novas no município do Rio. No Leblon, bairro mais valorizado, metro quadrado chegou a 12.500 reais no 1º semestre.

A Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ) apresenta, nesta sexta-feira, uma pesquisa inédita sobre o mercado da construção civil no país – com foco no Rio de Janeiro. Os dados foram obtidos a partir do cruzamento de informações do IBGE, da Fundação Getúlio Vargas, da prefeitura do Rio e de bancos de financiamento do setor. A partir de alguns índices conhecidos do setor – como o aumento de 11,6% no PIB da Construção em 2010, acima dos 7,5% do PIB nacional geral – e dados das empresas, o presidente da entidade, José Conde Caldas, estima um recorde para o setor em 2011, com estimativa lançamento de 25 mil unidades. Em 2009, foram lançadas 19 mil imóveis na capital.

Os dados, divulgados em um encontro que homenageará o prefeito do Rio, Eduardo Paes, incluem também um retrato da expansão do crédito imobiliário: o volume de financiamentos, que era de 49,6 bilhões de reais em 2009, atingiu 83,1 bilhões no ano passado. A projeção da entidade para 2011 é de que o total de financiamentos chegue a 115 bilhões.

O Rio de Janeiro, impulsionado pelos investimentos em reurbanização, trazidos principalmente pelos projetos que visam a atender as demandas geradas pela Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, fechou o ano de 2010 com crescimento de 30% de imóveis novos.

O Valor Geral de Vendas (VGV) das unidades lançadas na capital do Rio em 2009 passou de 3,6 bilhões de reais, em 2009, para 4,5 bilhões de reais em 2010 – uma elevação de 25%. Quando analisada toda a região metropolitana, em 2009 o total de vendas chegou a 6,6 bilhões de reais em 2010.

A Ademi mapeou também o desempenho da construção civil e o mercado em cada bairro da cidade. O valor médio do metro quadrado no Leblon, bairro mais valorizado do Rio, passou de 8 mil reais, em 2009, para 12.500 reais no primeiro semestre de 2011. Na Barra da Tijuca, zona oeste, onde há mais espaço para construções novas e, portanto, maior número de lançamentos, o metro quadrado no mesmo período saltou de 4.600 reais para 6.500 reais.

(Veja)
 

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