Cury e Dorfman investem em joint venture

O Grupo Cury, maior fabricante nacional de chapéus de pelo e feltro, e a americana Dorfman Pacific, líder mundial no setor, anunciaram ontem uma joint venture no Brasil. O investimento inicial na nova empresa, a Cury Dorfman Pacific, é de R$ 6 milhões.

Esse valor será aplicado em um showroom em São Paulo, em marketing, em infraestrutura de vendas e em um centro de distribuição em Siqueira Campos (PR). As vendas começam em 1º de julho, na capital paulista. Em breve, também haverá vendas on-line, somente para o consumidor final, com preços entre R$ 100 e R$ 700.

As duas empresas, com mais de 90 anos de atuação, se uniram com o objetivo de suprir o mercado sulamericano com a linha de chapéus Dorfman Pacific, afirma Paulo Cury Zakia, CEO do Grupo Cury.

O portfólio da brasileira aposta principalmente em modelos "country" e social. O foco da joint venture será a venda de chapéus para multimarcas de moda praia, surfwear, butiques, lojas de departamento, magazines e grandes redes, voltados à classe B.

A expectativa é de que as vendas no Brasil alcancem R$ 8 milhões no primeiro ano, chegando a R$ 25 milhões em cinco anos. Na América do Sul, a projeção é que as vendas cheguem a R$ 40 milhões em cinco anos.

Criador do chapéu usado pelo herói Indiana Jones, interpretado no cinema por Harrison Ford, o Grupo Cury fica mais próximo do público jovem com a operação. Celebridades como Brad Pitt, Johnny Depp e Justin Timberlake, em suas aparições com a cabeça coberta pelo acessório, ajudam a impulsionar as vendas de chapéu como complemento fashion. "Nos últimos dois anos, o mercado cresceu muito no segmento moda e para a proteção de raios UV", diz Zakia.

O mercado nacional de headwear (incluindo chapéus, boinas e bonés) é estimado em R$ 3 bilhões, segundo o Grupo Cury. A companhia, que faturou R$ 38 milhões em 2010, exporta para a Bolívia, o Peru, o México, os Estados Unidos e Itália, além de outros países da Europa. "Com os novos produtos, a expansão será entre 25% e 30% nos próximos três anos", calcula Zakia.

A Dorfman Pacific produz 10 milhões de unidades por ano. A Cury fabrica, em Campinas, 900 mil unidades anuais. A joint venture permitirá o desenvolvimento de produtos específicos para os mercados regionais. A empresa planeja instalar um showroom no Rio de Janeiro e flagships (lojas conceito) em São Paulo e no Rio. O Brasil será o centro de distribuição regional para a América do Sul.

A Dorfman Pacific distribui 90% de sua produção ao mercado americano. Nos últimos anos, firmou acordos na Austrália, na Europa, no México e, agora, no Brasil. Até 2015, a expectativa é de que o mercado internacional represente um terço de seu faturamento, que em 2010 foi de U$S 100 milhões.

(Adriana Meyge | Valor)

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