Dona do McDonald´s investirá US$150 mi na América Latina

São Paulo – A rede americana McDonald´s vai investir pesado na América Latina nos próximos anos, com destaque para o Brasil. “O país é gigante, ainda temos espaço para crescer e já estamos muito bem posicionados”, disse a EXAME.com o argentino Woods Staton, presidente da Arcos Dorados, empresa que detém as operações do McDonald´s na América Latina e Caribe. Segundo a consultoria Euromonitor, o mercado de comida no Brasil deve crescer 27% até 2014.

Depois de estrear na bolsa de Nova York com um total de 1,25 bilhão de dólares arrecadados, a Arcos Dourados destinará 150 milhões de dólares para a expansão da rede na região da América Latina e Caribe nos próximos dois anos. “Grande parte irá para o Brasil”, diz Staton, sem detalhar a quantia. O motivo é simples. O Brasil, que teve sua primeira unidade aberta em 1979, corresponde a pouco mais de 50% do total de vendas da empresa — foram 3 bilhões de dólares em 2010.

Onde crescer – Segundo Staton, a penetração das empresas de fast-food no país ainda é pequena, o que permitirá um crescimento grande e garantido para os próximos anos. Para exemplificar, ele diz que dos 350 municípios com cerca de 80.000 habitantes que existem no país, o McDonald´s está presente em apenas 150.

Apesar disso, Staton afirma que a empresa não estabelece um número mínimo de habitantes de uma cidade para que uma unidade seja inaugurada. O número e localidades das novas lojas ainda não foram definidos.

“O pessoal de desenvolvimento faz estudos dos geradores de tráfego. É claro que o número de habitantes influencia, mas não é o principal fator”, diz. “Com o crescimento das cidades, seria uma boa alternativa, por exemplo, inaugurar novas unidades em estradas.”

Em março, a rede de sanduíches naturais Subway ultrapassou o McDonald´s em número de lojas. A Subway encerrou 2010 com 34.139 unidades – 571 no Brasil –, enquanto a rede do palhaço Ronald ficou com 32.737 unidades espalhadas pelo mundo. Só a Arcos Dorados é dona de 1.755 restaurantes espalhados em 19 países. No Brasil, são 616 unidades. “Isso não é um problema para a gente, porque temos um porfólio variado e uma marca forte”, diz Staton.

(Marcio Orsolini l Exame)

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