Eletronuclear e Areva devem assinar contrato bilionário em fevereiro

A Eletronuclear espera assinar em fevereiro o contrato estimado em 1,1 bilhão de euros com a Areva para o fornecimento de bens e serviços para a construção da usina nuclear de Angra 3. As renegociações são necessárias para adequar os contratos fechados na década de 80 às condições econômicas atuais. As conversas entre a estatal e a empresa francesa envolvem adequações no escopo do contrato e condições técnicas e comerciais da execução dos trabalhos.

A Eletronuclear já renegociou dois contratos, no valor de R$ 133,7 milhões, com a Confab para fornecimento de vasos e tanques. Ainda há dois contratos em negociação com a companhia para equipamentos de contenção e componentes da piscina de elementos combustíveis.

Com a Bardella foram renegociados três acordos, somando R$ 58,5 milhões, para equipamentos e movimentação de cargas, enquanto outros dois estão em negociação. Ente os equipamentos de grande porte, a estatal renegociou dois contratos com a Nuclep, no valor de R$ 75,8 milhões para o fornecimento de condensadores e acumuladores.

A Nuclep negocia ainda outros cinco contratos para fornecimento de suportes especiais, embutidos e pontos fixos do vaso do reator,além de componentes pesados e da pisicina.

O gerente de orçamento e planejamento da Eletronuclear, Roberto Travassos, informou que a estatal também espera assinar até março o contrato de financiamento de R$ 6,1 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permitirá o financiamento de até 80% dos equipamentos nacionais para a construção de Angra 3.

Travassos, que participou do 2º Seminário Nacional de Energia Nuclear, no Rio de Janeiro, comemorou ainda a edição da Medida Provisória 517, de dezembro, que permite a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação de equipamentos que forem usados na usina. Com isso, a economia pode oscilar entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão, de um projeto estimado em R$ 10,4 bilhões.

“A economia com a MP pode chegar a 10% do valor da usina”, disse Travassos.

(Rafael Rosas | Valor)

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