Galwan tem novo sócio e cresce no Rio

O filão da hotelaria no Rio de Janeiro visando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 – a cidade vai precisar de 22 mil novos quartos até a Olimpíada – uniu as capixabas Galwan Construtora e Supermercados Carone. A rede supermercadista, por meio da sua controlada DW Empreendimentos, passou a deter 20% da construtora, tendo como alvo um programa de construção de hotéis na capital fluminense que já conta com nove unidades programadas, sendo duas operando, e que ainda deverá ser ampliado. O valor da operação não foi revelado.

Segundo José Luís Galvêas, presidente da Galwan, a empresa está procurando terrenos para comprar na zona sul do Rio, na Barra da Tijuca (zona oeste) e na atual zona portuária (centro), que será revitalizada, com o objetivo de construir novos hotéis. Todos os hotéis construídos no Espírito Santo são operados pelo grupo francês Accor, sob as bandeiras Novotel, Ibis, Mercure e Formule 1. Além disso, as unidades são construídas sob encomendas de grupos de investidores, entre eles a própria Galwan.

A programação inicial era fazer cinco hotéis, sendo três Ibis e dois Novotel, totalizando 1.040 quartos. Agora foram incluídos mais dois Novotel, um Ibis e um Mercure, todos na Barra da Tijuca, elevando o número de quartos para 1.826. O Novotel da avenida Sernambetiba (oficialmente, Lúcio Costa), da primeira fase do programa, com 188 quartos, será 80% da Funcef, o fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF). O restante das unidades pertencerá à Galwan (10%) e à construtora Performance (10%), parceira da Galwan no Rio.

Já estão operando o Ibis e o Novotel construídos, em um complexo geminado, no centro da cidade, próximos ao aeroporto Santos Dumont. Os próximos serão dois Ibis (Copacabana e Botafogo, na zona sul) e o Novotel da Sernambetiba. As novas obras programadas, todas na Barra da Tijuca, são dois Novotel, um Ibis e um Mercure. Os quatro hotéis têm lançamentos previstos para 2011.

Na segunda-feira, o BNDES aprovou financiamento de R$ 20,3 milhões para construção de um dos hotéis, o Ibis Botafogo, com 240 quartos. A obra está em fase de fundações e o financiamento corresponde a 62,2% do valor total da obra, calculado em R$ 32,6 milhões. Foi a terceira aprovação de financiamento do programa BNDES ProCopa Turismo que conta com R$ 178,5 milhões em financiamentos aprovados.

Galvêas disse que, por enquanto, as prioridades da Galwan para novos projetos no Rio são a zona sul e a Barra da Tijuca porque a região portuária ainda depende de definições do setor público sobre as condições para construção e para aquisições de terrenos.

O empresário afirmou ainda que a entrada do grupo Carone no capital da construtora elevou sua capacidade de fazer novos lançamentos de até oito para 18 por ano, possibilitando voos mais elevados no programa de hotelaria, por exemplo. Segundo Galvêas, a entrada do grupo supermercadista, que possui oito lojas na Grande Vitória, foi via aumento de capital, sendo a totalidade dos recursos destinada a novos investimentos.

Com a entrada do novo sócio, o quinto no controle da empresa, a participação de Galvêas, que é o detentor da maior fatia, caiu de 40% para 32% sem alterar o valor das suas cotas. Paralelamente à entrada do Carone, a Galwan tornou-se uma sociedade anônima, ainda de capital fechado. De acordo com seu presidente, o planejamento estratégico prevê a abertura do capital, mas sem data definida.

Galvêas explicou que, embora a Galwan adote o sistema de trabalhar para grupos fechados de investidores que, em tese, garantem o capital necessário à execução dos seus projetos, a empresa precisa dispor de um confortável colchão de capital próprio.

Uma das razões é poder assegurar a cada um dos investidores a certeza de que os projetos serão executados mesmo que alguns dos parceiros desistam ou fiquem inadimplentes no meio do caminho.

(Valor)

 

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