GNL da Petrobras está entre os principais projetos de infra-estrutura do mundo

O projeto de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) da Petrobras foi apontado pela consultoria KPMG como destaque de infra-estrutura no mundo. O levantamento, apresentado pela prática global de infra-estrutura da KPMG em conjunto com o Infrastructure Journal, serviço inglês sobre infra-estrutura global e financiamento de projetos, relaciona os 100 projetos globais mais interessantes de infra-estrutura no mundo, sendo seis deles no Brasil.

A partir de um projeto inovador, a Petrobras construiu dois terminais de regaseificação de GNL, um no Terminal de Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE), e outro na Bahia de Guanabara, no Rio de Janeiro. A regaseificação é realizada a bordo de navios. Em operação desde janeiro de 2009, os terminais têm, juntos, capacidade para processar 21 milhões de m³/dia de gás natural.

A regaseificação é feita a bordo dos navios Golar Winter e Golar Spirit, afretados da multinacional Golar LNG. Os dois navios operavam como transportadores de GNL e foram adaptados, especialmente para os projetos da Petrobras, para, além de transportar, armazenar e regaseificar o gás na forma líquida. Na prática, os navios funcionam como reservatórios de gás natural e podem ser considerados o coração do projeto GNL Petrobras. A lista da KPMG cita o projeto como Golar/Petrobras FLNG.
Uma das inovações do projeto GNL Petrobras é a transferência de gás natural liquefeito entre os navios – supridor e regaseificador – por meio de braços criogênicos, capazes de suportar temperatura de 162° C negativos.

O potencial de replicação deste projeto globalmente foi a principal razão apontada pelos julgadores para incluí-lo nesta lista, divulgada no fim de junho, e que relaciona apenas um projeto por área da infra-estrutura. Os cinco principais critérios para a escolha dos projetos foram sua replicação, viabilidade, complexidade, inovação e impacto na sociedade.

"O projeto fornece uma alternativa viável economicamente para conectar facilidades de regaseificação ao mercado", explica o documento da KPMG, informando que "a tecnologia frequentemente referenciada como Unidade de Regaseificação e Armazenamento Flutuante (FSRU) deverá ser desenvolvida globalmente".

ANP: preço médio do etanol cai em 13 estados

Os preços médios do etanol hidratado nos postos brasileiros recuaram em 13 estados na semana passada, encerrada em 3 de julho, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em São Paulo, maior produtor e consumidor nacional do combustível, a queda foi de 0,55% no período. As cotações médias subiram em 10 estados e ficaram estáveis no Distrito Federal, no Amapá, no Pará e em Rondônia.

Em São Paulo, o litro do etanol hidratado ficou em R$ 1,262 em média na semana passada, ante R$ 1,269 na semana anterior. Em Minas Gerais, segundo maior produtor, o preço subiu 0,54% na semana, para R$ 1,67 em média. No Paraná, terceiro maior produtor, o valor médio recuou 0,67%, de R$ 1,343 para R$ 1,334. O maior recuo, de 3,82%, ocorreu no Rio de Janeiro e a maior alta, de 4,53%, em Alagoas.

Na média geral de preços do Brasil, o etanol segue mais vantajoso para o consumidor que a gasolina. Segundo a ANP, o preço do etanol ficou em R$ 1,528 na semana passada, ante R$ 1,529 na semana anterior, na média do País. Em relação à média do preço da gasolina, que recuou de R$ 2,537 para R$ 2,536 por litro, o preço do etanol equivale a 60,25% do preço do combustível de petróleo. Ou seja, o preço do etanol ainda está 13,93% abaixo dos 70% que representam o ponto de equilíbrio com a gasolina, o que torna o álcool mais competitivo no preço médio.

Os preços mínimos registrados para o etanol foram de R$ 0,99 por litro no Estado de São Paulo e de R$ 0,999 no Paraná. O preço máximo foi de R$ 2,84 por litro registrado no Acre. Na média de preços, o menor valor médio foi o de São Paulo, de R$ 1,262 por litro, e o maior valor também foi registrado no Acre, de R$ 2,456 por litro.

(Monitor Mercantil)

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