Grupo Fleury lança marca de laboratórios para as classes C e B

O Grupo Fleury terá uma nova marca de laboratórios, batizada de a+ Medicina Diagnóstica, que será voltada para as classes B e C e atuará em todos os Estados do País.

Noventa e quatro laboratórios, que foram adquiridos pelo grupo em várias cidades nos últimos dez anos, serão convertidos para a nova marca, que receberá investimentos de R$ 20 milhões neste ano. O orçamento inclui a reforma das unidades.

“Desde 2002, fizemos 25 aquisições”, afirma Omar Hauache, que assumiu a presidência do Fleury em fevereiro no lugar de Mauro Figueiredo, que passou a presidir o conselho da companhia.

Como muitos dos laboratórios comprados mantiveram seus nomes, o grupo possuía 16 marcas sob sua gestão.

A partir de agora, serão apenas quatro: Fleury, a+, Campana e Weinmann. Mas a+ é a única que terá uma presença nacional, incluindo o Estado e a cidade de São Paulo, e atenderá também ao público de renda mais alta em muitos mercados. A empresa escolheu um nome que não fosse complicado. No setor, a marca dos laboratórios costuma ser o sobrenome do fundador ou está associada a palavras técnicas, como "diag" ou "lab".  

O nome Fleury é o carro-chefe e a marca premium do grupo, representando dois terços do faturamento da divisão de medicina diagnóstica, apesar de possuir somente 22 unidades. Sua presença, porém, estará restrita a São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

A marca Campana está limitada à cidade de São Paulo e destina-se à classe C. A marca Weinmann está restrita ao mercado gaúcho, onde possui um posicionamento premium, assim como a marca Fleury.

Aquisições

No fim deste mês, afirma Hauche, o Fleury espera concluir a maior aquisição da sua história, o Labs D’Or, do Rio de janeiro, que deve lhe custar cerca de R$ 1 bilhão. Deste total, metade será paga em dinheiro e a outra parte em ações. O Labs D’Or deve agregar uma receita de R$ 400 milhões ao ano à companhia.

Desde que abriu o capital, no fim de 2009, quando captou em bolsa R$ 630 milhões, o Fleury tem sido um grande comprador no mercado. Ainda há apetite por aquisições e a companhia está avaliando alguns negócios, diz Hauache, mas agora está mais seletiva. Se for preciso, a empresa poderá elevar o seu nível de endividamento para realizar aquisições, já que a sua estrutura de capital é bastante confortável. 

Saúde

Com o envelhecimento da população brasileira, o setor de saúde deve apresentar expansão no País nos próximos anos. Segundo um relatório recente do Banco Mundial (Bird), a população idosa no Brasil, que hoje corresponde a 11% da população em idade ativa, será de 49% em 2050.

(Claudia Facchini l iG)

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