HP reivindica liderança sobre a Positivo no mercado brasileiro

Oscar Clarke, presidente da HP no Brasil, afirma que a companhia conquistou a liderança no mercado brasileiro de PCs no primeiro trimestre do ano tanto em receita quanto em unidades vendidas.

A declaração está ancorada nos dados da consultoria IDC

Clark, no entanto, não abriu os números de participação da HP, enquanto a IDC disse que só disponibiliza estes dados para as empresas do setor.

No quarto trimestre de 2010, segundo dados da IDC divulgados pela fabricante nacional Positivo, então líder em vendas, a companhia nacional tinha participação de 15,1% no mercado total de computadores.

Em unidades vendidas, o número era 128,5% superior ao do segundo colocado, a HP, de acordo com as informações fornecidas pela Positivo. Segundo Clarke, o cenário agora é outro.

Mesmo mantendo a liderança em unidades, o último trimestre de 2010 não foi bom para a Positivo. A empresa apresentou queda de 74,4% no lucro líquido comparado ao mesmo período do ano anterior.

Já a receita variou negativamente em 3,9% no mesmo período. Procurada para comentar as informações passadas pela HP, a brasileira não se manifestou até o momento. Os números referentes ao primeiro trimestre de 2011 serão divulgados ainda nesta quarta-feira (11/5), de acordo com o site da empresa.

Tamanho do mercado

Ainda de acordo com a IDC, em 2010 foram comercializados 13,7 milhões de computadores no Brasil, o que fez o país passar a ocupar a quarta posição no ranking mundial de vendas de PCs. Os números referentes ao primeiro trimestre devem ser divulgados no início da próxima semana.

Globalmente, o mercado de PCs apresentou queda no primeiro trimestre, de acordo com o Gartner, após aumentos registrados durante os seis trimestres anteriores. A comercialização de computadores alcançou a marca de 84,3 milhões de unidades, representando declínio de 1,1%, em relação ao mesmo período de 2010.

Mesmo sendo um trimestre tradicionalmente fraco para o mercado de computadores, o declínio mostra uma desaceleração, e não apenas uma baixa sazonal, de acordo com o Gartner.

O número foi abaixo da previsão da consultoria, que esperava 3% de crescimento no período. Um dos fatores para a diminuição do consumo foi o fato dos clientes terem voltado suas atenções para os tablets.

(Carolina Pereira l Brasil Econômico)

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