Lucro da Wilson, Sons aumenta mais de 200% no trimestre

O lucro líquido da empresa de logística Wilson, Sons aumentou 216,8% no primeiro trimestre deste ano em comparação a igual período de 2010, para US$ 19,7 milhões. O resultado, conforme explicação da empresa em comunicado ao mercado, na última sexta-feira, foi consequência dos maiores resultados operacionais auferidos, além do crescimento das receitas financeiras. A receita líquida também foi positiva nos três primeiros meses do ano, R$ 156,6 milhões, crescimento de 29% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A geração de caixa, medida pelo Ebitida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), acompanhou o bom desempenho da companhia no período e cresceu 67,6% em relação ao período de janeiro a março de 2010.

Na mesma ocasião a companhia divulgou seu plano de investimentos para os próximos sete anos, de aproximadamente US$ 1,8 bilhão em infraestrutura portuária, logística e marítima. "Os aportes serão direcionados para o crescimento orgânico dos negócios da Wilson, Sons", disse o diretor-presidente das operações da empresa no Brasil, Cezar Baião, em comunicado. Dos recursos previstos no planejamento da empresa, US$ 247 milhões serão destinados à expansão de terminais de containers da Tecon Salvador e Tecon Rio Grande, controladas pela Wilson, Sons. Na área de rebocagem, os investimentos totalizarão US$ 382 milhões, para a construção de 40 rebocadores.

A companhia informou que os aportes em offshore (operações em mar) serão de US$ 842 milhões, e o montante destinado às operações de estaleiros se divide na expansão da unidade do Guarujá, em São Paulo (US$ 47 milhões), e na construção da planta de Rio Grande, no Rio Grande do Sul (US$ 155 milhões). Os dois projetos vão adicionar capacidade de 5.500 e 13.000 toneladas de processamento de aço por ano, respectivamente. "Esta capacidade adicional facilitará a expansão e manutenção da frota da Wilson, Sons, além de proporcionar a oportunidade de produzir e realizar manutenção de embarcações de terceiros quando for estrategicamente viável", afirmou a empresa em comunicado. Por fim, os investimentos em logística, agenciamento marítimo e para a área corporativa totalizarão US$ 123 milhões.

(Jornal do Commercio)

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