Manitowoc instala sua 1º fábrica de guindaste na AL

Com investimento de R$ 70 milhões, a empresa no ramo de guindaste Manitowoc está em fase de construção de sua primeira fábrica na América Latina.

O espaço de 28 mil m², localizado no município de Passo Fundo, há 293 km de Porto Alegre, terá potencial produtivo de um guindaste por dia.

Segundo Mauro Nunes da Silva, diretor-presidente da companhia no Brasil, a Manitowoc vai oferecer no país duas linhas de produtos.

"Percebemos a demanda do mercado brasileiro por guindaste de terreno acidentado e o de modelo fixo", explica. Até 2013, segundo ele, a empresa deverá produzir guindastes acoplados em caminhões comerciais.

Os equipamentos produzidos no Brasil terão potencial para cargas de até 120 toneladas. Com a venda dos guindastes, a empresa estima um faturamento de R$ 400 milhões para o próximo ano no país.

"Encontramos no Brasil um mercado crescendo com potencial de vendas para o setor de construção civil, elétrico e para portos", destaca Silva.

A Manitowoc fornece equipamentos para empresas brasileiras como Petrobras, Odebrecht, Gerdau, QGEP e espera aumentar o lucro motivado pela construção dos jogos olímpicos. Segundo o executivo no Brasil, a projeção de crescimento é de 20% ao ano até 2015.

Silva explica que a construção da empresa no Brasil vai ajudar, principalmente, a reduzir em até 30%, o preço final dos guindastes, que atualmente variam de R$ 1 a 100 milhões.

"A redução ocorre na queda de preços como frete marítimo. Porém o valor do equipamento costuma variar com base no valor pago pela chapa de aço". O aço, principal matéria-prima para a construção dos guindastes, é comprado da empresa Usiminas.

Lawrence J. Weyers, vice-presidente executivo para as Américas, conta que a empresa possui 26 montadoras espalhadas pelo mundo. "Nesses locais, a capacidade anual de produção ultrapassa 2.500 guindastes", informa. Somente no primeiro trimestre do ano, a companhia registrou vendas globais de US$ 732 milhões.

De acordo com Silva, a produção brasileira de apenas um guindaste por dia é suficiente para a demanda atual. "De acordo com a demanda podemos passar a produzir dois equipamentos por dia", revela.

O executivo revela que a entrega dos equipamentos será feita pelo Porto do Rio Grande, na cidade de Rio Grande, local onde existe também uma plataforma da Petrobras.

Silva explica que durante a fase inicial o produto será produzido com peças exportadas, mas revela que em quatro anos, conseguirão entregar um produto 100% brasileiro. "Estamos fazendo a captação de fornecedores brasileiros para que possamos manter o padrão da empresa", explica.

O investimento de R$ 70 milhões foi feito por meio de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Rio Grande do Sul

A escolha da região Sul para a instalação da Manitowoc foi motivada por uma demanda de expansão e potencial de fornecimento do estado. "Esperamos crescer 40% só na região Sul entre 2011 a 2104", avalia.

Segundo o executivo, foi feita uma parceria com a prefeitura de Passo Fundo, que disponibilizou o terreno e a isenção do IPTU. Para o prefeito do município, Airton Dipp, a chegada da empresa na região vai ajudar a elevar a arrecadação do PIB. "Em 2012, nosso PIB deve chegar a R$ 3 bilhões, ante o valor de R$ 600 milhões registrados em 2005."

Durante a fase inicial, a empresa planejada a contratação de 80 profissionais. "Com o crescimento da demanda pretendemos chegar a 340 funcionários até 2016", estima.

(Rafael Palmeiras l Brasil Econômico)

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