Meta é atingir 35% de expansão em 2010

A PDG Realty, que comprou a Agre em maio, divulgou ontem que pretende crescer cerca de 35% em 2011. A companhia pretende lançar entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões no próximo ano, contra um intervalo previsto entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões em 2010. Este ano, juntas, as empresas já tiveram crescimento superior a 60%. Em 2009, somados, os lançamentos foram de R$ 4,2 bilhões.

Boa parte do crescimento veio de Agre, que tem um banco de terrenos melhor em termos de lançamentos. "Agre mais que dobrou de tamanho de um ano para o outro", afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG.

No trimestre, a companhia lançou R$ 2 bilhões e nos primeiros nove meses do ano somou R$ 4,895 bilhões em novos empreendimentos. As vendas, no mesmo período, totalizaram R$ 4,764 bilhões, alta de 59,3% sobre 2009.

Após renegociar a dívida de Agre e cortar custos na operação conjunta, a PDG tratou de acelerar as obras de Agre, que estavam atrasadas. Com a aceleração das obras, auxiliadas pelo acesso aos recursos do SFH, a receita líquida da companhia foi de R$ 1,553 bilhão, alta de 61% sobre o terceiro trimestre de 2009 e de 17,6% em relação ao segundo trimestre.

Apesar de os números estarem acima da expectativa dos analistas, os resultados de PDG ainda estão contaminados pela Agre. A margem líquida, que havia sido de 25,8% no terceiro trimestre caiu para 16,8%. O lucro foi de R$ 262 milhões para uma estimativa média dos analistas de R$ 225 milhões. O objetivo da companhia é voltar a ter margem entre 18% e 20%. "Estaremos 100% de volta ao padrão PDG no primeiro semestre de 2011", diz Michel Wurman, diretor financeiro.

(Valor)
 

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