Petrobras assume controle de Suape II, usina da Bertin

SÃO PAULO – A Petrobras assumiu o controle acionário da usina termelétrica Suape II, que terá capacidade de gerar 380 megawatts (MW) de energia a partir de 2012 e tinha o grupo Bertin como principal acionista. Segundo a diretora de gás da Petrobras, Maria das Graças Foster, estava previsto em contrato esse direito de controle. "Exercemos esse direito para garantir o término da obra no prazo contratado", disse Graça.

A estatal federal ficará com 55% do capital de Suape II, que fica em Pernambuco, e o restante continuará com o grupo Bertin. As empresas são sócias ainda em duas outras usinas termelétricas, que já estão em operação desde o ano passado. Em ambas, o presidente é um executivo indicado pela Petrobras, apesar de nessas duas usinas o grupo Bertin ser majoritário. "A sociedade inicial não era com o Bertin", disse a diretora da estatal. "Mas a parceria com eles nesses projetos não teve problemas."

Apesar de estar assumindo o controle da que será em 2012 a maior termelétrica a óleo combustível em operação no país, Graça Foster diz que não existe qualquer negociação para que a empresa assuma outras térmicas do grupo Bertin que estão com problemas. "O governo não nos fez nenhum pedido nesse sentido", disse Graça. Sem a perspectiva de que grupos privados comprem as usinas dos grupo, executivos do governo federal, entretanto, sugerem que essa seja a solução para os projetos que estão todos com seus cronogramas comprometidos.

A usina de Suape II, ao contrário, está com seu cronograma inclusive com o status de "adiantado" no relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica. Cerca de 265 MW em energia firme da usina foi vendida no leilão do governo federal de 2007 e na época esse volume correspondia a um faturamento anual de R$ 141 milhões.

De acordo com o relatório de fiscalização da Aneel, a usina teve empréstimo de longo prazo aprovado pelo BNB, o banco de desenvolvimento do Nordeste. A licença de instalação ainda está para ser concedida, mas os estudos de impacto ambiental já estão 95% prontos, segundo este mesmo relatório. "Foram recebidas as propostas dos dois principais fornecedores de conjuntos moto-geradores de grande porte, para implementação da UTE através de contrato tipo EPC", diz a Aneel.

(Josette Goulart | Valor)

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