“Precisamos construir outra Carajás”, afirma Vale

Presidente da mineradora, Murilo Ferreira, afirma que empresa perdeu mercado no Brasil e promete recuperar posição.

Operar a maior mina de ferro a céu aberto do mundo, Carajás, em Parauapebas (PA), não garante mais à Vale a primazia no mercado brasileiro do minério. A entrada de novas mineradoras no país fez a companhia perde posição no fornecimento interno do produto.

"Temos perdido market share no país", disse em teleconferência o presidente da companhia, Murilo Ferreira.

Segundo o executivo, a mineradora deve "recuperar isso" com o acréscimo de 2 milhões de toneladas à produção da mina, que no segundo trimestre atingiu 26 milhões de toneladas – alta de 14,9% sobre o primeiro intervalo trimestral do ano. "É importante recuperar o market share perdido no Brasil, afirma Ferreira.

Apesar do crescimento no volume produzido em Carajás, chuvas na mina na região fez a empresa desacelerar a descarga de trens no terminal marítimo de Ponta da Madeira (MA) em função da umidade mais elevada do minério.

"Uma vez que os problemas sofridos no segundo trimestre foram superados, há potencial para crescimento em 2011 e ampliação da exposição ao ciclo de preços elevados de minérios e metais", indica a empresa em seu balanço financeiro.

Projeto Serra Sul

A Vale desenvolve o projeto Serra Sul (S11D), projetada para a parte sul da Serra de Carajás, no sudeste do Pará. A expansão deve acrescentar 90 milhões de toneladas à produção da mineradora em 2015.

O aporte previsto é de US$ 6,776 bilhões, incluindo apenas o capital para viabilizar a exploração da mina.

A empresa estuda o capital necessário para ampliar o Porto da Ponta da Madeira, em São Luís (MA), e a construção de um ramal ferroviário entre Parauabebas e Canaã de Carajás, onde a S11D está, sendo implantada. Os canais logísticos serão usado para escoar a produção de Serra Sul.

(Nivaldo Souza l Brasil Econômico)

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