São Luiz investe R$ 300 milhões em expansão

Após 40 anos, ontem foi o primeiro dia em que o Hospital São Luiz deixou de ser controlado pelas famílias Vasone e Marco Antonio, que assinaram na sexta-feira, às 18 horas, o contrato de venda do controle hospital paulistano para a rede carioca D”Or, que tem como parceiro financeiro o banco BTG Pactual. O negócio foi anunciado em setembro.

Nessa nova fase, o São Luiz já tem definido o seu plano de expansão no Estado de São Paulo, que demandará investimentos de cerca de R$ 300 milhões e também o papel que desempenhará no grupo hospitalar, que com a aquisição se tornou o maior do país, com uma receita total de R$ 2,3 bilhões.

O projeto de crescimento para o próximo ano prevê a construção de uma nova unidade em São Caetano do Sul, no Grande ABC. Além disso, a empresa também tem planos de comprar hospitais ou erguer novas unidades em Campinas e na Baixada Santista. "Nossa ideia é construir um hospital com a bandeira São Luiz em São Caetano, onde o poder aquisitivo é equivalente ao do público que atendemos em São Paulo", diz Denise Santos, presidente do São Luiz.

Nas outras duas praças (Campinas e Baixada Santista), ainda não está definido se será usada a marca São Luiz, uma vez que essa decisão depende se a estratégia será a construção de um hospital ou uma aquisição. Caso a opção seja pela compra, será analisada a força da marca dos hospitais adquiridos nas regiões. Um exemplo são os hospitais Brasil e Assunção, localizados no ABC, que terão seus nomes originais preservados mesmo com a aquisição pela rede D”Or.

"Os hospitais Brasil e Assunção vão ter seus nomes mantidos porque eles são voltados para públicos mais populares. Uma das nossas preocupações é manter a identidade do São Luiz", explicou Denise.

Dentro da estratégia do grupo de saúde D”Or/São Luiz, já está estabelecido que o hospital paulistano será o responsável pela gestão e planos de expansão das unidades situadas em São Paulo. Com isso, o São Luiz passará a administrar uma rede hospitalar com oito unidades a partir de 2011. Nessa conta, entram as três atuais unidades do São Luiz (Itaim, Morumbi e Anália Franco), os hospitais Brasil e Assunção, além das três futuras instalações que serão localizadas em São Caetano, Campinas e Baixada Santista.

"Trata-se de um grande desafio porque vamos trabalhar com diferentes posicionamentos de mercado. O São Luiz, por exemplo, não tem enfermaria e agora vamos trabalhar com esse público", afirma Denise.

A presidente do São Luiz prevê uma expansão acelerada. "O rápido processo de crescimento da rede D”Or nos últimos anos mostra um pouco o perfil deles. E, aliado a isso, temos recursos financeiros do BTG, o que facilita ainda mais nosso crescimento", complementou a executiva do São Luiz, que prevê para este ano um faturamento da ordem de R$ 750 milhões.

A expansão do grupo hospitalar no resto do país será comandada pela rede D”Or. Fundado pelo médico Jorge Moll, o grupo carioca é dono de outros 10 hospitais e 46 laboratórios Lab”s, localizados, principalmente, no Rio de Janeiro.

(Beth Koike | Valor)

 

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