Tele planeja investir mais em 2011

A Oi deve voltar a aumentar seus investimentos em 2011, depois de ter colocado o pé no freio neste ano para reduzir a dívida e digerir a aquisição da Brasil Telecom.

A companhia prevê fechar este exercício com desembolsos de R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões e metade desse valor deve ser gasta no último trimestre. As cifras são bem menores do que os R$ 5,1 bilhões despendidos no ano passado, o primeiro após a união entre Oi e BrT.

"No ano que vem, vida normal", afirmou o presidente da operadora, Luiz Eduardo Falco, sem revelar números. Com a iminente entrada da Portugal Telecom no bloco de controle, os aumentos de capital previstos na transação devem engordar o caixa da Oi em aproximadamente R$ 7 bilhões. Porém, o executivo disse que o orçamento mais robusto independe disso.

Para melhorar seus indicadores financeiros, a Oi deixou em segundo plano o aumento da base de assinantes e segurou os projetos de expansão de rede. A operadora ajustou seu foco na redução da dívida líquida, que ficou em R$ 19,3 bilhões em setembro, depois de ter batido em patamares que levaram a empresa a descumprir cláusulas de contratos com alguns credores.

O resultado dessa estratégia ficou visível na base de assinantes de celulares da Oi. De janeiro a setembro, a companhia atraiu apenas 1,3 milhão de novos clientes, muito abaixo das competidoras Vivo, TIM e Claro. No total, o número de linhas de telefonia móvel no Brasil aumentou 17,5 milhões nos nove primeiros meses do ano.

"Se esperam que a Oi seja campeã de adições líquidas na região I, esqueçam", afirmou o diretor de finanças, Alex Zornig, referindo-se à área original de atuação da companhia. "A Oi vai ser campeã de rentabilidade."

Na região I (Nordeste e partes do Sudeste e do Norte), o alvo são os clientes de alto valor. A briga por mais assinantes ficará concentrada nos Estados antes atendidos pela BrT e em São Paulo, onde passou a atuar há dois anos só com telefonia móvel.

Segundo Falco, a Oi detém 18% do mercado da Grande São Paulo e tem segurado o crescimento porque faltam números de telefone disponíveis para vender. A Agência Nacional de Telecomunicações estuda um novo DDD (10) para resolver o problema, mas o assunto está em seu conselho diretor.

O executivo disse que a demora prejudica a Oi. Como paliativo, a operadora acelerou o cancelamento das linhas de clientes que não fazem recarga em seus pré-pagos. "Isso não é bom para uma empresa que está entrando num novo mercado", afirmou.

(Valor)

 

 

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