Temasek busca novos investimentos no Brasil

São Paulo – A Temasek, companhia de investimentos que pertence ao governo de Singapura e tem 132 bilhões de dólares em ativos, está buscando novos investimentos no Brasil. "O país reúne características raras: tem uma economia grande e em transformação, uma classe média crescente, setores com vantagens competitivas, como o de commodities, e empresas globais, como Embraer e JBS. Tudo isso é muito atrativo para investidores", diz Alan Thompson, diretor-geral de investimentos para a América Latina.

O problema é o preço. Para Matheus Villares, diretor-geral da Temasek no Brasil, os valores de muitos ativos subiram demais nos últimos meses, em razão da grande exposição do país no exterior. "Nem sempre uma boa empresa é um bom investimento. Nosso desafio, agora, é achar alternativas que valham a pena", diz ele. Na mira, estão setores citados por dez entre dez investidores que visitam o Brasil: imóveis, petróleo e gás e infraestrutura.

A Temasek, que funciona como um fundo soberano, não divulga quanto tem investido no Brasil. Sabe-se apenas que 2% do patrimônio global está aplicado na América Latina, na África, no Oriente Médio e na Rússia. São 2,6 bilhões de dólares. O plano é aumentar o percentual desses novos mercados para 10% nos próximos anos – o que, considerado o patrimônio atual, significa um acréscimo de quase 11 bilhões de dólares em investimentos.

Entre os investimentos já realizados pela Temasek no Brasil, estão participações em fundos da GP Investimentos e do Pátria e na BR Properties, uma das principais empresas do setor de imóveis comerciais no país. Na América Latina, a companhia tem 1% na companhia aérea chilena LAN. "Estamos otimistas com a fusão com a TAM. O setor de aviação é muito competitivo e fusões como essa fazem todo sentido", diz Thompson. "Por um preço atraente, podemos aplicar mais na Latam."

No mundo, os maiores investimentos a Temasek estão na Ásia – a empresa tem participações na premiada companhia aérea Singapore Airlines e no China Construction Bank. Seu maior investimento é na gigante das telecomunicações SingTel, de Singapura. 

(Tatiana Gianini e Giuliana Napolitano | Portal Exame)

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