TIM quadruplica lucro no trimestre para R$ 213,5 milhões

SÃO PAULO – A TIM Participações apresentou lucro líquido de R$ 213,456 milhões no primeiro trimestre de 2011, quase quatro vezes maior que os R$ 54,581 milhões obtidos um ano antes. A redução das perdas com depreciação e amortização e também a menor despesa financeira líquida colaboraram para o salto na última linha do balanço.

A receita líquida evoluiu 13,8% no período para R$ 3,752 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 1,033 bilhão, com alta de 9,0%.

As depreciações e amortizações totalizaram R$ 683 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 12,4%, em função da diminuição de subsídios diferidos de aparelhos (amortização), explica a companhia.

Já a despesa financeira líquida ficou em R$33 milhões, bem abaixo dos R$ 71 milhões no mesmo período do ano passado, por conta do impacto positivo do efeito dos ajustes de marcação a mercado relacionados ao hedge de uma dívida em moeda estrangeira.

A base total de assinantes fechou o primeiro trimestre com 52,8 milhões de linhas, 24,7% acima do mesmo trimestre de 2010, o que representa uma participação de mercado de 25,1%. As adições líquidas totais ficaram em 1,8 milhão de linhas, atingindo 24,1% de participação no mercado incremental, mesma taxa do primeiro trimestre de 2010. A TIM registrou recorde de adições brutas para um primeiro trimestre, atingindo 8,5 milhões de linhas, aumento de 55% com relação ao ano anterior.

A base de clientes pós-pago atingiu 7,7 milhões de usuários, um crescimento de 16,4%. No segmento pré-pago, o total de usuários chegou a 45,1 milhões, um aumento de 26,3%.

A receita média por usuário (ARPU)) ficou em R$ 20,80 no trimestre, uma redução de 13,5%, em grande parte influenciada pelo mix da base de assinantes, onde a adição líquida de pré-pagos cresceu sete vezes mais rápido que a de pós-pagos no período, além da diminuição das receitas de interconexão.

Os Investimentos totalizaram R$297 milhões no trimestre, uma queda de 57% quando comparado ao mesmo período do ano passado. A redução é principalmente determinada pela renegociação de contratos principalmente envolvendo o fornecimento de infraestrutura de rede. A empresa reiterou a estimativa de investir R$2,9 bilhões neste ano.

A dívida bruta atingiu R$ 3,259 bilhões, uma queda significativa se comparada aos R$4,079 bilhões de março de 2010. As disponibilidades somaram R$1,587 bilhão, resultando em uma dívida líquida de R$1,671 bilhão, 34,6% inferior ao primeiro trimestre do ano passado.

(Téo Takar | Valor)

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