Unidade de Vargem Grande estuda ampliar capacidade

A pelotizadora de Vargem Grande, da Vale, no município de Nova Lima (MG), começou estudos que poderão levá-la a ampliar a capacidade de produção. A unidade começou a operar há um ano, no fim de julho de 2009, com capacidade de produzir 7 milhões de toneladas de pelotas por ano. No momento, a usina analisa a forma de chegar a 8 milhões de toneladas anuais, um aumento de 14%, diz Luciano Guido, gerente geral de pelotização da Vale em Minas Gerais.

Para definir o investimento necessário à ampliação, a pelotizadora conta com a ajuda do Centro de Tecnologia de Ferrosos (CTF), da Vale, também situado em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Caberá ao centro definir a rota tecnológica a ser seguida para ampliar a unidade. Uma possibilidade é aumentar a velocidade dos carros que passam pelo forno da pelotizadora. Outra opção é ampliar a altura do leito de pelotas formado nos carros que atravessam o forno.

Pelo forno, transitam 172 carros, cada um com um metro e meio de comprimento, movidos sobre trilhos. Dentro dos carros, as pelotas formam leito com 45 centímetros de altura. Uma pergunta possível é o que acontecerá com a qualidade das pelotas caso os carros ganhem velocidade para cruzar o forno? A resposta será dada pelo CTF a partir de simulações feitas em plantas-piloto. O centro possui uma planta-piloto de pelotização.

O aumento da capacidade de produção da pelotizadora está associada à demanda do mercado, que está em alta após a crise. Em momentos de crescimento ou de recuperação econômica, as siderúrgicas integradas tendem a aumentar o consumo de pelotas no ciclo de produção pois o produto melhora o desempenho das usinas. Guido disse que ainda não há uma decisão tomada sobre a ampliação de Vargem Grande. Mas o importante, segundo ele, é ter o estudo de ampliação pronto para quando a decisão for tomada.

O CTF cumpre papel importante para as pelotizadoras da Vale em relação ao desenvolvimento de produtos. No caso de Vargem Grande, o centro ajudou a elaborar a matriz a partir da qual se produz pelotas com composição química definida. É um único produto atendendo várias siderúrgicas. Ficou definido que entre 65% e 70% do minério que chega à usina de concentração que abastece a pelotizadora de Vargem Grande tem origem nas minas de Sapecado e Galinheiro, no complexo de Pico, em Minas. E 30% a 35% saem das minas de Tamanduá e Capitão do Mato, em Vargem Grande.

(Valor Online)

 

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