{"id":14300,"date":"2015-05-14T00:00:00","date_gmt":"2015-05-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/apsis\/blog\/geral\/sociedades-limitadas-podem-ser-regidas-de-forma-subsidiaria-pela-lei-das-sa\/"},"modified":"2015-05-14T00:00:00","modified_gmt":"2015-05-14T00:00:00","slug":"sociedades-limitadas-podem-ser-regidas-de-forma-subsidiaria-pela-lei-das-sa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apsis.com.br\/en\/sociedades-limitadas-podem-ser-regidas-de-forma-subsidiaria-pela-lei-das-sa\/","title":{"rendered":"Sociedades limitadas podem ser regidas de forma subsidi\u00e1ria pela Lei das S.A."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Sociedade limitada pode ser regida de forma subsidi\u00e1ria pela Lei das Sociedades An\u00f4nimas. Com esse entendimento, a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a autorizou a aplica\u00e7\u00e3o da Lei 6.404\/76 \u00e0 uma empresa &#8220;LTDA&#8221; para suprir lacunas em sua regulamenta\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso especial teve origem em embargos de terceiro ajuizados em execu\u00e7\u00e3o na qual foram penhorados bens de uma empresa criada a partir da cis\u00e3o parcial da sociedade executada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base na Lei das S.A., o tribunal de origem julgou os embargos improcedentes. Segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, a penhora dos bens im\u00f3veis da empresa embargante, provenientes do patrim\u00f4nio da cindida, deve subsistir \u201cante a responsabilidade solid\u00e1ria existente entre as empresas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No STJ, a embargante alegou a impossibilidade de ser aplicada ao caso a Lei 6.404 por se tratar de cis\u00e3o de sociedade de responsabilidade limitada. Destacou que a regra do artigo 1.053, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Civil estatui que a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria s\u00f3 \u00e9 admiss\u00edvel quando h\u00e1 disposi\u00e7\u00e3o expressa no contrato social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, n\u00e3o acolheu a argumenta\u00e7\u00e3o. Segundo ele, apesar de as sociedades por quotas de responsabilidade limitada estarem disciplinadas entre os artigos 1.052 e 1.087 do C\u00f3digo Civil, nem todas as quest\u00f5es jur\u00eddicas s\u00e3o abarcadas por essas normas. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel ser aplicada a Lei das S\/A no caso das poss\u00edveis lacunas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Solidariedade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 solidariedade entre as empresas, Sanseverino observou que o ac\u00f3rd\u00e3o seguiu a jurisprud\u00eancia do STJ ao considerar que a limita\u00e7\u00e3o de responsabilidade prevista no artigo 233, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 6.404 somente pode ser aplicada aos neg\u00f3cios jur\u00eddicos anteriores \u00e0 cis\u00e3o caso haja expressa disposi\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso julgado, como a verifica\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia da cl\u00e1usula de exclus\u00e3o da solidariedade exigiria interpreta\u00e7\u00e3o de contrato e revis\u00e3o de provas, o ministro entendeu invi\u00e1vel a supera\u00e7\u00e3o do entendimento do tribunal de origem. Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Consultor Jur\u00eddico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade limitada pode ser regida de forma subsidi\u00e1ria pela Lei das Sociedades An\u00f4nimas. Com esse entendimento, a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a autorizou a aplica\u00e7\u00e3o da Lei 6.404\/76 \u00e0 uma empresa &#8220;LTDA&#8221; para suprir lacunas em sua regulamenta\u00e7\u00e3o legal. 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