{"id":14449,"date":"2015-08-26T00:00:00","date_gmt":"2015-08-26T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/apsis\/blog\/geral\/tacada-de-stefanini-no-varejo\/"},"modified":"2015-08-26T00:00:00","modified_gmt":"2015-08-26T00:00:00","slug":"tacada-de-stefanini-no-varejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apsis.com.br\/en\/tacada-de-stefanini-no-varejo\/","title":{"rendered":"A tacada de Stefanini no varejo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Stefanini, especializada em servi\u00e7os de tecnologia, uma das companhias mais internacionalizadas do Brasil, com atua\u00e7\u00e3o em 34 pa\u00edses, acaba de entrar em um novo ramo: o de automa\u00e7\u00e3o varejista. O empres\u00e1rio paulista Marco Stefanini, fundador e presidente da companhia, afirmou \u00e0 DINHEIRO que est\u00e1 comprando, por um valor n\u00e3o revelado, 40% da ga\u00facha Saque Pague, cujo neg\u00f3cio \u00e9 fornecer solu\u00e7\u00f5es de pagamentos para comerciantes. Criada em 2011, a Saque Pague desenvolveu um caixa eletr\u00f4nico que n\u00e3o precisa ser abastecido com dinheiro por uma empresa de transporte de valores. O equipamento \u00e9 capaz de \u201creciclar\u201d as notas, ou seja, as c\u00e9dulas depositadas nela, pelos pr\u00f3prios clientes, s\u00e3o repassadas a correntistas que estiverem fazendo uma retirada. A ideia \u00e9 que o varejista fa\u00e7a a famosa \u201csangria\u201d de caixa na pr\u00f3pria m\u00e1quina. O sistema conta o dinheiro e realiza o dep\u00f3sito na conta corrente do comerciante na mesma hora. A partir desse momento, todo o risco relacionado ao manuseio e \u00e0 guarda das notas passa para o dono do caixa, no caso a Saque Pague. \u201cIsso traz mais seguran\u00e7a ao varejo\u201d, afirma Givanildo da Luz, presidente da empresa. \u201cAl\u00e9m disso, nosso caixa permite a oferta de outros servi\u00e7os, como saques e recarregamento de cart\u00f5es pr\u00e9-pagos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, s\u00e3o feitas cerca de um milh\u00e3o de transa\u00e7\u00f5es nas m\u00e1quinas da companhia, que possui parceria com os bancos Banrisul, do Rio Grande do Sul, Banpar\u00e1, do Par\u00e1, e Banese, do Sergipe, al\u00e9m da Vivo Zuum, empresa de pagamentos m\u00f3veis da operadora de telefonia Vivo. Desde 2012, o volume de dinheiro movimentado pela Saque Pague j\u00e1 chega a R$ 1,5 bilh\u00e3o. Para Stefanini, o neg\u00f3cio \u00e9 promissor. \u201cO com\u00e9rcio brasileiro ainda tem muito a crescer na \u00e1rea de tecnologia\u201d, afirma o empres\u00e1rio. \u201cEm tempos de crise, solu\u00e7\u00f5es como essa s\u00e3o importantes.\u201d Mais do que a expectativa de crescimento, para o empres\u00e1rio, que \u00e9 formado em geologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo e hoje comanda uma empresa com um faturamento de R$ 732 milh\u00f5es, o neg\u00f3cio significa uma uni\u00e3o com um dos mais misteriosos e discretos magnatas do Brasil, o ga\u00facho Ernesto Corr\u00eaa da Silva.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dono de uma fortuna estimada em US$ 1,6 bilh\u00e3o, Corr\u00eaa da Silva iniciou sua carreira exportando sapatos da China. Nos anos 1990, ele fundou, na cidade de Dongguan, um importante polo industrial da prov\u00edncia de Guangdong, a Paramount Asia, fabricante de cal\u00e7ados especializada em assumir a produ\u00e7\u00e3o terceirizada de grifes. Na virada do s\u00e9culo, a empresa chegou a figurar como a maior exportadora de cal\u00e7ados do mundo. De estilo discreto, avesso a fotos e entrevistas, Corr\u00eaa da Silva expandiu seus neg\u00f3cios para diversas \u00e1reas. Hoje, ele \u00e9 dono da rede de hot\u00e9is Intercity, do banco Top\u00e1zio e do cart\u00e3o de cr\u00e9dito regional Good Card. Ele tamb\u00e9m tem neg\u00f3cios na \u00e1rea de gest\u00e3o de frotas e no setor de agroneg\u00f3cio. A Saque Pague n\u00e3o \u00e9 sua primeira incurs\u00e3o pelo mundo dos pagamentos eletr\u00f4nicos. Em 2003, o empres\u00e1rio decidiu investir em um projeto apresentado pelo ent\u00e3o executivo Jos\u00e9 Renato Hopf, na \u00e9poca com 34 anos. Foi o nascimento da GetNet, processadora de cart\u00f5es vendida no ano passado para o banco Santander, por R$ 1 bilh\u00e3o. \u201cN\u00f3s j\u00e1 aproveit\u00e1vamos as sinergias que t\u00ednhamos dentro do grupo\u201d, afirma Luz. \u201cAgora, com a Stefanini, vislumbramos at\u00e9 os mercados internacionais em que ela atua.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Stefanini, a entrada em um novo segmento \u00e9, tamb\u00e9m, um movimento defensivo em virtude das mudan\u00e7as por que passa o mercado de tecnologia. \u201cA \u00e1rea de servi\u00e7os n\u00e3o est\u00e1 mais descolada dos setores de hardware e software\u201d, afirma. \u201cO fornecedor precisa oferecer e ter absoluto controle sobre uma solu\u00e7\u00e3o completa.\u201d Ser\u00e1 a primeira vez que a Stefanini ter\u00e1 no seu portf\u00f3lio um produto que envolve, tamb\u00e9m, o equipamento. Uma coisa, no entanto, n\u00e3o muda: a internacionaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO Brasil precisa aumentar a presen\u00e7a internacional porque, no mundo atual, ningu\u00e9m faz nada sozinho\u201d, diz Stefanini. \u201c\u00c9 preciso fazer parte da cadeia de suprimentos global.\u201d Caminhar sozinho, ao que parece, n\u00e3o \u00e9 mesmo a sua praia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Rodrigo Caetano | Isto\u00e9 Dinheiro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Stefanini, especializada em servi\u00e7os de tecnologia, uma das companhias mais internacionalizadas do Brasil, com atua\u00e7\u00e3o em 34 pa\u00edses, acaba de entrar em um novo ramo: o de automa\u00e7\u00e3o varejista. 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