Brasil é alvo de expansão do português Mota-Engil

O conglomerado português Mota-Engil está completando a aquisição de 50% da empresa Geo Vision Soluções Ambientais e Energia, de tratamento de resíduos em São Paulo. Luis Parreirão, membro do conselho de administração do grupo, reiterou que haverá "paridade" entre as empresas e o objetivo é ampliar fortemente os negócios no país.

A Mota-Engil faturou € 2,1 bilhões no ano passado, globalmente. Seu plano é de duplicar os negócios este ano na América Latina, basicamente no Brasil, México e Peru, e alcançar € 150 milhões até dezembro.

A transação será anunciada em breve, mas Parreirão não informou o valor envolvido. Geo Vision administra três Centros de Gerenciamento de Resíduos (CGR), localizados em Guatapará, Jardinópolis e Catanduva, todos no Estado de São Paulo.

O grupo português está se diversificando e o Brasil é um dos alvos prioritários. Ele já tem presença na participação de uma concessão rodoviária.

Parreirão falou ontem na Cúpula Empresarial União Europeia-América Latina e Caribe, em Madrid, onde certos participantes destacaram a importância da região, ainda mais no contexto em que 70% do crescimento economico global este ano virá dos emergentes como o Brasil.

Também foi divulgada uma pesquisa mostrando que empresários da América Latina e da Espanha reclamam que as politicas externas dos governos precisam ser mais alinhadas com os objetivos comerciais.

Nada menos de 73% dos executivos latino-americanos consultados são críticos sobre as políticas externas de seus governos, comparado a 58% na opinião de políticos. Metade dos empresários da América Latina dizem ter influência escassa ou nula nas políticas econômicas dos governos.

Os executivos latino-americanos pedem também um contato mais frequente com os governos, enquanto por seu lado os políticos o consideram suficiente. Sem surpresa, mais de 72% dos consultados pede maior segurança jurídica para as empresas.

Em todo caso, os 1.500 empresários ouvidos apontaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o politico latino-americano que vai valoriza a região. Entre os empresários, foi apontado o mexicano Carlos Slim.

A Geo Vision foi procurada no Brasil, mas o executivo que poderia responder sobre o negócio está viajando e não deu retorno até o fechamento desta edição.

(Assis Moreira | Valor)
 

 

 

 

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