Brookfield mira novas aquisições

A Brookfield – que enquanto ainda se chamava Brascan fez a primeira transação de porte no setor imobiliário entre duas companhias abertas, com a compra da Company em 2008 – é uma das candidatas à compra da incorpora Even, e chegou a negociar com a empresa recentemente, segundo apurou o Valor. O presidente da companhia, Nicholas Reade, afirmou ontem que a companhia está sempre estudando e analisando possibilidades de aquisições. "Não é questão de comprar apenas para ficar maior, precisa ser uma empresa complementar em negócios e filosofia empresarial", disse.

De acordo com fontes do setor, a empresa procura uma operação que garanta fôlego e ajude a melhorar os resultados. A Brookfield ganhou musculatura nos últimos dois anos, depois da compra da Company e da MB Engenharia, empresa com atuação no centro-oeste. Chegou ao grupo das cinco maiores em vendas e lançamentos – acima de R$ 1 bilhão nos primeiros seis meses do ano – , mas com um nível de lucro mais próximo ao de empresas de menor porte. No primeiro trimestre do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 52,7 milhões – comparável ao de companhias de tamanho menor, como Eztec e Helbor.

No segundo trimestre – com a venda do prédio da Faria Lima por R$ 600 milhões para o grupo Malzoni – a empresa alavancou seus resultados operacionais e financeiros. O lucro líquido da companhia, de abril a junho, foi de R$ 132 milhões, alta de 65,5% sobre o mesmo período do ano passado. Com despesas maiores, a margem líquida da empresa, no entanto, caiu de 15,1% no segundo trimestre do ano passado, para 11,1% este ano. "As empresas líderes estão há mais tempo nesse patamar, estamos reconhecendo receita, com andamento da construção agora", disse Reade. A empresa já entregou este ano 14 projetos e R$ 512 milhões em valor geral de vendas. Até o fim de 2010, espera entregar o equivalente a R$ 1,4 bilhão.

No primeiro semestre de 2010, a receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, alta de 111%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo Reade, a empresa vai continuar atuando no mercado de escritórios corporativos de grande porte, além do mercado residencial e de pequenas salas.

(Daniela D”Ambrosio | Valor)

 

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