Bunge finaliza aquisição do Grupo Moema

A Bunge informou hoje, por meio de comunicado ao mercado na Bolsa de Nova York, que chegou a um acordo para se tornar dona de 100% da participação de todas as cinco unidades sucroalcooleiras do Grupo Moema, com as quais ainda negociava desde a aquisição da Moema Participações, principal sócia, em 24 de dezembro de 2009. Entre os sócios que ainda não tinham finalizado o acordo com a companhia estão a Agropecuária CFM, o Grupo Arakaki, a Cargill, concorrente da Bunge, e outros minoritários. Com o negócio, a companhia assumirá o controle das usinas Moema, Frutal, Itapagipe, Ouroeste e Guariroba.

De acordo com a Bunge, as condições econômicas das operações anunciadas hoje são iguais às da Moema Par, ou seja, por meio de troca de ações, "exceto que dois acionistas de uma das fábricas receberão dinheiro em uma base com desconto, ao invés de ações ordinárias da Bunge Limited". Os nomes dos acionistas que receberam dinheiro não foram informados no comunicado.

Pelo negócio, a Bunge concordou em emitir cerca de 3,5 milhões de ações ordinárias, elevando o número total de ações a serem emitidas pela companhia nas duas operações de aquisição das cinco usinas em 10,8 milhões. A Bunge assumiu ainda uma dívida líquida total de cerca de US$ 675 milhões. "O número final de ações a serem emitidas será baseado no montante de dívida líquida e capital de giro das unidades". O valor total estimado na aquisição das cinco unidades é de US$ 1,48 bilhão.

A Bunge confirmou que ainda negocia a aquisição da Usina Vertente, a qual deixou o Grupo Moema na operação de troca de ações. A Humus Agrícola, que detinha 50% da Usina Vertente, assumiu 100% do controle da unidade que pertencia à Moema Par e cedeu os 30% que tinha na Guariroba para o sócio, usina que foi posteriormente incorporada pela Bunge. Com isso, não participou da operação de troca de ações.

No comunicado, a Bunge informou que concordou, assim como na operação com a Moema Par, em apresentar uma declaração de registro para as ações ordinárias a serem emitidas para os novos acionistas, que permitirá a eles vender suas ações ordinárias ao longo do tempo, com restrições para a comercialização em um período de 18 meses. Os fechamentos das operações anunciadas hoje são esperados para ocorrer dentro dos próximos 90 dias, conclui o documento.

(Portal Exame)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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