Cade aprova 17 fusões e aquisições nesta quarta-feira.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou 17 fusões e aquisições na sessão desta quarta-feira.
 
Ao todo, 19 processos foram analisados, sendo dois pedidos de investigação. Dos 28 casos que estavam na pauta, nove foram adiados.
 
A compra de ações da Comgás pela Cosan passou pelo Cade, que não impôs restrições ao negócio, estimado em R$ 3,4 bilhões e anunciado em maio deste ano. O órgão antitruste deu aval ao caso sem discussão em plenário.
 
“A análise seguiu na linha de estudar o que acontecia no que diz respeito à revenda de gás. Mas verificamos que os níveis de concentração são suficientes para descartar maiores preocupações à concorrência no setor”, disse o relator do processo, Eduardo Pontual, ao fim da sessão.
 
O órgão também deu sinal verde à compra da Wyeth pela Pfizer, mas com restrições ao negócio. A aquisição, que envolve vários países, foi fechada em 2009 por US$ 68 bilhões.
 
Autoridades antitruste de outros países já impuseram restrições à operação.

No Brasil, o Cade determinou a alienação de ativos de cinco marcas de medicamentos para animais. Para saúde humana, entretanto, não foram encontrados problemas concorrenciais no negócio.
 
A sociedade entre a Ericsson e a Portugal Telecom para criar uma empresa de prestação de serviços a Vivo também recebeu o aval do órgão antitruste sem restrições.
 
Os conselheiros adiaram o julgamento sobre a compra pela Vale de seis centrais eólicas instaladas no Ceará. A Vale comprou o complexo eólico Santo Inácio em Icapuí, da SN Power Energia.
 
O órgão também adiou, mais uma vez, o julgamento de uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul contra o Mc Donald’s.
 
Segundo a investigação, o Mc Donald’s colocou uma cláusula no contrato com um shopping de Porto Alegre que proíbe o Bob’s de se instalar na praça de alimentação do estabelecimento.
 
Outra análise do Cade foi de um recurso contra a abertura de investigação de suposta formação de cartel entre postos de combustíveis em Cuiabá (MT).
 
O recurso foi rejeitado pelo plenário do órgão. 

(Folha de São Paulo)

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