Casadoce planeja nova fábrica e aquisições

Comprada no fim de 2010 pela firma de private equity Alothon Group, a fabricante paulista de refresco em pó Casadoce planeja investir R$ 30 milhões em uma fábrica no Nordeste e estuda aquisições para entrar em novos segmentos. "Estamos olhando três empresas e não apenas na área de mercearia doce", afirma Paulo Barreto, presidente da Casadoce.
 
Ainda não há definição sobre o local de construção da nova fábrica (há dois Estados sendo analisados), mas a expectativa é que ela entre em funcionamento em 2013. O objetivo é abastecer o mercado nordestino, que hoje representa 35% das vendas da Casadoce.
 
Fundada em 1996 em Catanduva, a 400 quilômetros de São Paulo, a Casadoce fabrica refrescos, achocolatados, sobremesas e isotônicos em pó – os produtos custam até R$ 2. Os sucos em pó representam 90% do faturamento, que totalizou R$ 100 milhões em 2011.
 
A companhia vai seguir focada nas classes C e D. O desafio é distribuir de uma forma que garanta maior margem operacional, diz Barreto, e para isso "você precisa estar perto do consumidor". Daí a importância de ter uma unidade no Nordeste. Ele comenta que a região é a que mais cresce e onde o aumento no salário mínimo tem mais impacto nos hábitos de consumo.
 
A empresa investiu R$ 5 milhões no ano passado para ampliar seu portfólio e aumentar a distribuição. Ainda no primeiro semestre deste ano devem chegar às gôndolas três novas linhas de produtos. A meta é entrar no varejo de médio e grande porte e elevar o faturamento em 15% este ano. Hoje, cerca de 60% das vendas são feitas para estabelecimentos com até quatro caixas. Os produtos são distribuídos em 4,5 mil pontos de venda.
 
A expansão segue um plano colocado em marcha logo após a venda da Casadoce para o Alothon Group, em dezembro de 2010. Até então, a fabricante pertencia ao grupo sucroalcoleiro Cerradinho. O valor do negócio não foi divulgado, mas o faturamento anual da Casadoce na época girava em torno de R$ 90 milhões.
 
Barreto afirma que a empresa passou 2011 estruturando o crescimento, pois até 2010 funcionava como uma subsidiária do Cerradinho. Aumentar o portfólio é essencial, diz ele, para otimizar a logística já existente e ganhar mais poder de negociação com os grandes varejistas.
 
A empresa exporta para Estados Unidos, Canadá, América Central e África.

(Letícia Casado e Adriana Mattos | Valor)

 

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