Cikel unifica área de pisos e transfere produção para o Pará

O grupo Cikel, que atua nos ramos de madeira e siderurgia, vai unificar sua área de pisos e transferir a fábrica que possui em Araucária (PR) para Ananindeua (PA), onde conta com outra unidade. Também vai investir R$ 80 milhões em ampliação e modernização de sua estrutura, para aumentar a produção em 50%. A intenção é reforçar a atuação no mercado brasileiro e aproveitar o bom momento da construção civil no país.

A empresa faz 800 mil metros quadrados de piso de madeira nobre por ano e quer ampliar o volume para 1,2 milhão de metros quadrados em 2011. "Com a transferência, vamos reduzir custos e melhorar a escala de produção", diz o presidente do grupo, José Pereira Dias, que é filho do fundador. Antes da crise econômica, que resultou na redução das exportações, a Cikel chegou a fazer 950 mil metros quadrados de piso por ano.

Agora, a intenção é aumentar as vendas da marca no mercado doméstico. Atualmente, as exportações para Europa e Estados Unidos respondem por cerca de 85% das vendas. A meta é mudar o portfólio de produtos e fazer com que as vendas internas saltem de 15% para 40%. "Vendíamos para o Brasil de forma tímida", conta Dias.

O executivo não revela o faturamento do grupo, mas diz que um terço é obtido com serviço para terceiros, de logística interna para siderúrgicas. Segundo ele, está nos planos voltar a operar, em outubro, uma siderúrgica própria de ferro gusa, em Marabá (PA). A unidade foi paralisada há um ano e meio.

Sobre os investimentos planejados, Dias explicou que eles serão obtidos de três fontes: 20% em recursos próprios, 40% por meio de um aporte da agência francesa de desenvolvimento Proparco e 40% serão financiados pelo Banco da Amazônia. Trata-se de um dos maiores aportes feitos pelo grupo, que foi criado nos anos 70.

Mesmo com os novos planos, a holding e um centro de serviços devem ser mantidos no Paraná, na região de Curitiba. A unidade que vai ser transferida possui 47 empregados, de um total de 2,5 mil mantidos pela Cikel. Ela administra mais de 400 mil hectares de florestas nativas na região Amazônica.

(Marli Lima | Valor)

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