Concluída a união dos ativos de ETH e Brenco

A ETH Bioenergia e a Brenco (Companhia Brasileira de Bioenergia) finalizaram na sexta-feira a operação de combinação de seus ativos, anunciada há 60 dias. Segundo apurou o Valor, os acionistas majoritários e minoritários da Brenco aderiram à chamada de capital de R$ 655 milhões. Foram R$ 275 milhões de dinheiro novo e R$ 380 milhões de conversão de dívida em ações.

Como previsto, metade desse aporte foi feito pelos três principais acionistas da Brenco, o braço de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar), a Ashmore e a Tarpon.

Com a capitalização ocorrida como o esperado, o BNDESPar terá 16,6% da nova empresa, a Tarpon, 2,7% e a Ashmore, 15%.

Agora, após concluída a fase de transição, o presidente da Brenco, Henri Philippe Reichstul, desliga-se da nova empresa, assim como os executivos que se reportavam diretamente a ele, como o vice-presidente de operações, Rogério Manso, o diretor financeiro, Alfredo Freitas, e o diretor administrativo, Sérgio Sampaio. O diretor agrícola da Brenco, Antônio Claret Strini Paixão, seguirá na nova empresa.

A ETH terá até 2012 nove unidades agroindustriais, das quais cinco já estão em operação em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Juntas, vão produzir, em 2010, 3 bilhões de litros de etanol e 2,7 mil gigawatts por ano de energia elétrica. Sua capacidade de moagem será equivalente a 40 milhões de toneladas de cana por safra, com operações agrícolas 100% mecanizadas.

Até lá, a empresa receberá R$ 3,5 bilhões adicionais em investimentos. Para garantir a expansão a partir de 2012, a companhia prevê ir ao mercado de capitais, conforme anunciado em fevereiro passado.

Na safra 2010/11, a nova ETH deverá moer até 11 milhões de toneladas de cana e faturar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão. A previsão é que a receita total atinja R$ 4 bilhões em 2012. (FB)
 
(Valor)

 

 

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