Entendendo o CPC 15 – A importância da aplicação correta do conceito em avaliações

As normas contábeis internacionais (IFRS) recém-adotadas no Brasil introduziram uma série de mudanças nas demonstrações contábeis de nossas empresas, que variam em grau de dificuldade de entendimento pelos usuários destas demonstrações. Vale destacar aqui os padrões descritos no CPC – 15 (Combinação de Negócios), em que o caminho a ser trilhado é longo para que sua utilidade seja percebida pelo mercado.

O ponto de atenção no CPC 15 está relacionado com a identificação e a determinação do valor justo (fair value) de ativos e passivos envolvidos em uma combinação de negócios, o que inclui ativos intangíveis que atendam aos requisitos de segregação e mensuração listados no IFRS. O problema reside na não uniformidade do conhecimento das abordagens e metodologias de avaliação pelos participantes do mercado, o que engloba os próprios avaliadores. A consequência disso pode ser observada nas demonstrações contábeis das empresas de capital aberto neste primeiro ano de adoção do IFRS: se um analista de mercado mais atento comparar duas empresas do mesmo setor que adquiriram negócios em 2010, poderá verificar que os respectivos preços de compra foram alocados em ativos intangíveis diferentes, avaliados por metodologias diferentes e até tratados de forma diferente! É fundamental, portanto, a aplicação correta de abordagens e metodologias sugeridas por um organismo internacional, como o IVSC (International Valuation Standards Council) por exemplo, que já estão em conformidade com as diversas finalidades previstas nos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC, e que por sua vez estão alinhados com os emitidos pelo IFRS.

A Apsis adota os padrões emitidos pelo IVSC em seus laudos de avaliação para fins de alocação do preço pago em uma Combinação de Negócios. Como exemplo do processo adotado pela Apsis na identificação dos ativos intangíveis a serem avaliados, a Apsis utiliza o fluxograma abaixo, de forma padronizada:

Aliado ao fluxograma acima, a APSIS possui uma série de diretrizes técnicas internas, desenvolvidas em conformidade com as normas internacionais, que garantem a integridade e qualidade técnica do relatório final, que vem recebendo reiterados elogios de nossos clientes e participantes de mercado.

Luiz Paulo César Silveira
Diretor Superintendente Técnico – Apsis Consultoria

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