Fatia da AUX já foi vendida, diz Eike

O presidente do grupo EBX, Eike Batista, afirmou hoje que uma parcela da companhia AUX, de exploração de ouro, com ativos na Colômbia, já foi vendida.
 
Segundo ele, a compradora é uma empresa que não atua na área de ouro ainda. O empresário não quis dar detalhes sobre a negociação nem o nome da companhia que comprou os ativos e afirmou que o anúncio será feito em setembro.
 
“Já foi vendida [a fatia da AUX]”, afirmou o empresário. Na última semana, Eike havia informado que venderia uma parcela de 49% da AUX por US$ 2 bilhões.
 
Batista voltou a afirmar que uma nova parcela do grupo EBX está sendo negociada e será vendida, mas também não deu detalhes.
 
Ele participou do painel Sustentabilidade Empresarial e Governança, no Humanidade 2012, evento paralelo à da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
 
Custo da energia solar
 
Eike afirmou também que nós próximos três anos o custo de geração de energia solar vai cair de 45% a 50%. A MPX, braço de energia do grupo, é dona da maior usina geradora de energia solar no país, de 1 MW de potência, que poderá chegar a 50 MW, segundo o empresário, que não informou o prazo para o aumento da geração. Além disso, o executivo afirmou que, em cinco anos, o carvão não será mais considerado tão poluente.
 
“Em cinco anos, as usinas a carvão não vão ser mais encaradas como dragões poluidores”, disse Batista. De acordo com ele, as térmicas a carvão terão sistemas para capturar o CO2  para a geração de mais energia. Segundo Batista, o grupo EBX está engajado na questão ambiental, destacando a atuação na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde investe há quatro anos, em projeto de despoluição. Segundo ele, neste período, a quantidade de coliformes fecais caiu em 90%. No entanto, são retirados por dia 500 kg de lixo por dia, onde 50% são algas e material orgânico e a outra metade de lixo . “As pessoas tem que entender que a lagoa não é minha”, afirmou. “Isso é uma coisa que toca a todo mundo”, disse.
 
De bom humor, Batista sugeriu que a Rede Globo faça uma novela criando um “sujismundo” [personagem criado para uma campanha do governo militar, na década de 70, cujo slogan era “País desenvolvido é país limpo”] para sensibilizar as pessoas para uma Lagoa limpa.
 
Batista voltou a afirmar que o setor empresarial tem mais capacidade gerencial para desenvolver atitudes sustentáveis. “O Estado não tem a mesma capacidade gerencial que nós temos”, disse Batista.

(Marta Nogueira e Vera Saavedra Durão | Valor)

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