Hermes Pardini pode fazer aquisição fora de MG

O laboratório de análises clínicas Hermes Pardini, que domina o setor em Belo Horizonte e região, estreia este ano uma nova estratégia de crescimento. Além de, pela primeira vez em mais de 50 anos de existência, prever aquisições, avalia entrar em outras capitais.
 
"Nossa meta é realizar pelo menos uma aquisição relevante este ano", disse o presidente do Hermes Pardini, Roberto Santoro Meirelles. Ele diz que a empresa ainda está em fase de prospecção em Belo Horizonte e de avaliação de outros laboratórios pelo Brasil, inclusive em áreas onde enfrentaria a concorrência direta dos líderes de mercado Dasa e Fleury, como São Paulo. "Não é a nossa prioridade [entrar em novas áreas], mas poderá ser uma oportunidade", disse Meirelles.
 
Hoje nenhum dos dois concorrentes do Pardini atua na capital mineira e região. O laboratório mineiro é um dos maiores do país em volume de exames e receita. No ano passado, o faturamento foi de R$ 416 milhões e a expectativa do executivo para este ano é atingir R$ 460 milhões.
 
Meirelles diz que os recursos que a empresa prevê empregar na operação "permitirão a compra de uma empresa do setor de médio ou grande porte". No fim de 2011, o laboratório mineiro se associou ao fundo Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que comprou 30% da empresa.
 
O Pardini é o maior do Brasil num tipo de serviço específico: análises para laboratórios menores, o que passou a ser chamado de apoio laboratorial. "Os três [Pardini, Fleury e Dasa] têm cerca de 30% desse segmento de apoio laboratorial em todo o país. Só nós temos mais de 15%." O resto está pulverizado por empresas menores. O objetivo do Pardini é checar a cerca de 20% de participação nacional no segmento, diz o executivo.
 
A empresa tem 28 unidades em Belo Horizonte e também em Contagem e Vespasiano, na região metropolitana. O serviço de apoio representa 55% do faturamento.
 
O executivo diz que vê espaço para crescer – via aquisição ou por expansão orgânica – principalmente na área de diagnósticos por imagem, como tomografia e ressonância computadorizada. É uma área que a empresa não passaria a concorrer com seus clientes em Belo Horizonte e em outras capitais.
 
A aposta nos serviços de apoio, levou a empresa a espalhar bases logísticas pelo Brasil a fim de captar as amostras e embarcá-las para o centro de análises em Vespasiano. O Pardini atende hoje a laboratórios em cerca de 1.400 cidades.

(Marcos de Moura e Souza | Valor)

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