Le Lis Blanc abrirá 30 quiosques de maquiagem

A varejista de vestuário Restoque vai começar a venda da sua linha própria de maquiagem, a Le Lis Blanc Beauté, na próxima semana em 70 lojas da Le Lis Blanc. Em paralelo, a companhia se prepara abrir 30 quiosques exclusivos de maquiagem até dezembro. O primeiro deve começar a funcionar em julho.
 
Por enquanto, não há planos de franquear os quiosques, explica Márcio Camargo, presidente do conselho de administração da Restoque e sócio do Artesia, fundo controlador da empresa.
 
A linha completa da Le Lis Blanc Beauté conta com 250 itens, todos produzidos fora do Brasil, principalmente na Itália e na França. "Queremos manter o mesmo padrão de qualidade das marcas internacionais", disse Camargo.
 
O lançamento de uma linha de maquiagem é apenas um dos novos projetos que a Restoque está colocando em prática, em 2012. A companhia, que até o ano passado operava apenas com as grifes Le Lis Blanc e Bo.Bô, começou a atuar também nos segmentos de moda masculina, com a Noir, Le Lis e de causal jeans, com a John John.
 
O forte ritmo de expansão em números de lojas e o início de novas operações estão refletidas no resultado da Restoque do primeiro trimestre. Houve, no período, uma expansão de 38% em receita, para R$ 138 milhões, em relação a um ano antes. Nessa comparação, a quantidade de lojas saltou de 64 para 111 e a área de vendas cresceu quase 46%.
 
De janeiro a março, as vendas no critério mesmas lojas cresceram 4,8%. A companhia registrou um aumento de margem bruta devido a maiores preços das coleções. Mas o ganho foi ofuscado pelo crescimento das despesas operacionais, com abertura de lojas e de retaguarda das novas marcas, que ainda não vendem em escala suficiente para compensar os gastos para o pontapé inicial. No final das contas, a margem Ebitda no trimestre ficou estável em 16,5% e o lucro líquido cresceu 43,6%, para R$ 13, 7 milhões, com efeito positivo na linha dos impostos.
 
A pressão das despesas deve diminuir conforme a operação das novas marcas amadurece e ganha porte. No caso da Bo.Bô, bandeira jovem adquirida pela Restoque em 2008, essa virada aconteceu no primeiro trimestre. Em relação a um ano antes, a receita da Bo.Bô cresceu 145,4%, para R$ 20,8 milhões e, pela primeira, a marca registrou uma margem Ebitda acima da consolidada da companhia. "O fenômeno foi fruto de uma combinação de ganho de escala e aumento de margem bruta", comentou Alexandre Afrange, presidente da companhia, em teleconferência ontem.
 
A maratona de inaugurações da Restoque, em 2012, apenas começou. Após o encerramento de março, a companhia já abriu duas lojas Le Lis Blanc, dez Noir, Le Lis, três Jonh John e sete Bo.Bô, totalizando hoje 133 lojas. Até o fim do ano, serão 207 unidades (todas próprias) e um investimento de R$ 200 milhões, o maior da história companhia.
 
Do início do ano para cá, as ações da varejista, focada nos consumidores classe A, subiram 30%. O Ibovespa se manteve estável no mesmo período. Na terça feira, a Restoque definiu uma operação de desdobramento das suas ações, na proporção de uma para três, com objetivo de fomentar a liquidez dos papéis na bolsa.

(Marina Falcão | Valor)
 

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