Líder no Rio, Rede D ‘ Or estreia em São Paulo

A Rede D ” Or, maior rede de hospitais e laboratórios do Rio de Janeiro, fechou a compra do Hospital e Maternidade Brasil (HMB), de Santo André. Com a aquisição, o grupo inicia suas operações no Estado de São Paulo. A transação, negociada durante seis meses, não teve seu valor divulgado.

Segundo José Roberto Guersola, vice-presidente da rede D ” Or, esta é a primeira aquisição no mercado paulista e outras virão. " Já temos outros hospitais paulistas em análise e faremos novas compras, inclusive na capital " , disse Guersola.

A rede D ” Or iniciou suas operações no ramo de laboratório, em 1977. Desde então fez uma série de aquisições, principalmente no Rio. No ano passado, o grupo atingiu faturamento de R$ 1,15 bilhão. Ao todo são 44 unidades de exames da rede Lab ” s (inaugurada em 1988) e 14 hospitais próprios ou sob sua administração. O HMB passa a fazer parte desta lista.

Fundado há 44 anos por um grupo de dez médicos, o HMB era controlado até hoje por nove de seus criadores. Todos os sócios venderam a participação no hospital. A gestão do hospital, no entanto, segundo Guersola, não sofrerá mudanças e o quadro de funcionários segue inalterado.

Nos próximos meses, a rede D ” Or vai injetar R$ 10 milhões na reforma de um dos andares do Hospital Brasil que estava fechado. O objetivo é amplia a capacidade de atendimento, com mais mais 25 leitos. Ao todo, o HMB tem cerca de 220 leitos.

A aquisição Hospital e Maternidade Brasil, afirma Guersola, foi a maior das dez compras já realizadas pelo grupo. " O faturamento atual do HMB é de R$ 250 milhões e nossa expectativa é de que salte para R$ 300 milhões no ano que vem " , comentou.

O porte do hospital de Santo André se equipara ao do Copa D ” Or, inaugurado há dez anos em Copacabana, na zona sul do Rio. Até 2011, a rede pretende inaugurar mais três hospitais no Rio, sendo um na zona norte, outro em Niterói e mais um em Caxias, na Baixada Fluminense, cada um com cerca de 500 leitos.

Segundo uma pessoa próxima ao HMB, os sócios do hospital paulista não tinham planos de vender a operação, mas a proposta foi irrecusável.

(André Borges | Valor)
 

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