Merrill Lynch vê potencial menor de alta nas bolsas

Com a crise na Europa e as possíveis dificuldades nos EUA e China, banco recomenda investimento em ações de primeira linha.

Diante das incertezas que vêm abalando os mercados em todo mundo, gerada pelas crises em importantes economias europeias, analistas do Bank of America Merrill Lynch estimam que as bolsas registrem uma valorização de menor intensidade durante o ano de 2010.

As estimativas não chegam ao pessimismo. Os especialistas continuam apostando em uma tendência de alta nas bolsas. Porém, riscos como os problemas fiscais na Grécia, Espanha ou Portugal e o possível surgimento de problemas no mercado consumidor norte-americano sugerem que essa alta será menos expressiva do que o originalmente previsto.

O maior pessimismo dos analistas do banco se deve ao fato de que a crise que se iniciou na Grécia, atingindo depois os países ibéricos, gerou a preocupação de um possível contágio em economias maiores. Mas não apenas isso. Os acontecimentos também trouxeram aos mercados temores quanto à manutenção da liquidez nas bolsas.

Após a crise na Europa disseminar o pânico entre os grandes investidores, porém, as autoridades da União Europeia intervieram com o anúncio de um grande plano de apoio aos países mais endividados. O pacote pode chegar a até 750 bilhões de euros e sinalizou que um regime de baixas taxas de juros e alta liquidez ainda é prioridade para as principais economias do continente.

Riscos
Segundo o relatório do Merrill Lynch, ainda que haja um movimento de apoio às economias periféricas numa tentativa de manter a estabilidade dos mercados, uma crise com as proporções da que abate a Grécia não pode ser ignorada.

Eduardo Tavares, de EXAME.com

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