Pfizer está prestes a comprar Teuto

A americana Pfizer está próxima de concluir a compra do laboratório Teuto, de Goiás, especializado em medicamentos genéricos. O Valor apurou que a múlti já concluiu o processo de "due dilligence" (auditoria) e deverá definir pelo fechamento do negócio nas próximas semanas, segundo fontes familiarizadas com a transação.

A negociação, se concluída, ocorrerá poucos meses depois de a americana ter perdido o páreo pela Neo Química, adquirida no fim de 2009 pela Hypermarcas. A empresa nacional também manteve conversações com a Teuto ano passado, mas o negócio não vingou.

A Teuto é um laboratório especializado genéricos e faturou cerca de R$ 300 milhões em 2009. O Valor apurou que o laboratório não tem contrato de exclusividade com a Pfizer, mas deu preferência à americana. Paralelamente, a Teuto também conversa com a inglesa GlaxoSmithKline (GSK), a israelense Teva, além de fundos de investimentos, como a Blackstone e Blackrock, de acordo com fontes. Procuradas, a GSK não comenta o assunto e a Teva informou desconhecer a informação.

Com essa aquisição, a Pfizer poderá fabricar genéricos de seus próprios medicamentos que estão para perder a patente, como o Lipitor (combate a hipertensão), carro-chefe da farmacêutica, bem como do Viagra, a famosa pílula azul, que teve sua patente quebrada ontem no país por decisão da Justiça.

Nesta semana, a múlti também submeteu ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) acordo com a Eurofarma, um dos maiores laboratórios nacionais, que também faz genéricos. Com isso, a Eurofarma poderá produzir e distribuir seus medicamentos. Ambas confirmaram conversações.

Sobre a aquisição do Teuto, a Pfizer informou que não comenta especulações. O laboratório virou "noiva cobiçada" desde o ano passado, quando muitos grupos estrangeiros e nacionais começaram a buscar ativos para expandir os negócios no país. Para as múltis, o Brasil é considerado, entre os emergentes, um dos mais atrativos países para se investir. Há notícias de que a Pfizer também se interessou pela Blau (ex-Blausiegel). A Blau não quis se pronunciar a respeito.

Com faturamento global de US$ 71 bilhões (pro-forma), a Pfizer tem direcionado o foco para os mercados emergentes como forma de expandir seus negócios.
 
(Mônica Scaramuzzo | Valor)

 

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