Produtora de cartões Ibema pede registro de companhia aberta à CVM

A Ibema, fabricante de papel-cartão com sede no Paraná, enviou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de companhia aberta. Em dezembro, o Valor antecipou que a companhia faria a listagem de suas ações no Bovespa Mais, em operação que poderia movimentar até R$ 100 milhões.
 
A oferta de ações da terceira maior produtora de cartões no Brasil já era esperada. Em 2007, quando a BNDESPar, braço de participações do BNDES, comprou uma participação de 22% do capital da empresa, foi firmado um acordo que estabelecia a necessidade da operação em bolsa. Em 2011, um porta-voz da Ibema chegou a falar em oferta inicial de até R$ 300 milhões.
 
O compromisso assumido com a BNDESPar, conforme uma fonte da indústria, foi um dos motivos que levaram ao fracasso dos planos de fusão entre a Ibema e a Papirus, considerada a quarta maior produtora de cartões no país, anunciados em 2011. A composição acionária da companhia resultante da fusão também contribuiu para a suspensão das conversas, segundo a mesma fonte.
 
Antes da crise internacional de 2008, a Ibema e a Papirus já haviam iniciado as tratativas para unir suas operações e ganhar musculatura para concorrer com as duas líderes de mercado no Brasil, Klabin e Suzano Papel e Celulose. Mas as conversas foram interrompidas por conta da deterioração do cenário econômico e retomadas no ano passado, quando foi assinada uma carta de intenções. Mais uma vez, contudo, os planos não foram adiante. Juntas, Ibema e Papirus tinham a expectativa de produzir até 180 mil toneladas anuais de cartões.

(Daniela Meibak e Stella Fontes | Valor)

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