Providência inaugura em MG fábrica de US$ 63 milhões

A maior fabricante brasileira dos chamados não tecidos, material usado em fraldas e lenços umedecidos, inaugurou ontem uma fábrica em Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. A Companhia Providência já tem unidades no Paraná, Minas e, desde o ano passado, uma fábrica no Estado da Carolina do Norte, Estados Unidos. O investimento feito na nova unidade mineira é de US$ 63 milhões.
 
Em Pouso Alegre, a empresa já tinha uma linha desde 2007, mas a capacidade de produção é limitada em 2 mil toneladas de não tecidos por ano. A fábrica que a Providência inaugura hoje terá capacidade para 30 mil toneladas.
 
Nos últimos cinco anos, o setor de não tecidos no Brasil cresceu cerca de 10% ao ano, segundo a empresa. De acordo com Hermínio de Freitas, presidente da Providência, esse aquecimento na demanda levou as fábricas a operarem quase no limite de sua capacidade. Tanto na unidade de São José dos Pinhais (PR), a maior da empresa, com capacidade para 70 mil toneladas por ano, quanto na antiga fábrica de Pouso Alegre, o uso da capacidade instalada estava já em cerca de 90%.
 
O mesmo ocorre nos EUA, diz Freitas. Por isso, até dezembro, a empresa espera inaugurar outra linha de produção na Carolina do Norte, que dobrará a capacidade de produção no país para 40 mil toneladas. Até o fim do ano, a Providência diz que sua capacidade total de produção estará em 140 mil toneladas.
 
Os não tecidos que a Providência fabrica nos EUA abastecem clientes do Canadá ao México. No Brasil, a produção abastece o mercado local e os vizinhos na América do Sul. O aumento de renda no Brasil e nos demais países da região, de modo geral, tem um efeito direto sobre o consumo de fraldas infantis e consequentemente nos não tecidos. Nas economias mais desenvolvidas, a demanda cresce puxada pelas fraldas para adultos em função do aumento da população idosa.    
 
A Providência teve um faturamento de R$ 616 milhões no ano passado, 18% a mais do que o registrado em 2010. “Nossa expectativa é repetir esse crescimento neste ano”, diz o Freitas. Os principais concorrentes da empresa são a Fitesa e a PGI, diz o executivo. Na América do Sul, no entanto, a Providência é o principal player do setor, afirma Freitas.

(Marcos de Moura e Souza | Valor)

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