Repsol crescerá e fará investimentos no Brasil

A Repsol investirá 28,5 bilhões de euros deste ano até 2014, principalmente para desenvolver suas últimas descobertas de petróleo e gás, que permitirão crescer "aos dois dígitos", com previsão de investimentos para o Brasil, disse hoje seu presidente, Antonio Brufau.

A apresentação do Plano Horizonte 2014 de Repsol coincidiu com a publicação das contas do primeiro trimestre, no qual a empresa lucrou 688 milhões de euros, 30% a mais que no mesmo período de 2009, principalmente devido à recuperação dos preços do petróleo (71,1% no caso do Brent) e devido ao aumento da produção de hidrocarbonetos (10,4%).

No Brasil, a companhia prevê aplicar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões até 2014 para extrair o petróleo cru, e entre US$ 6 bilhões e US$ 9 bilhões a partir de 2014.

Para financiar este investimento, a Repsol, como já anunciou em novembro, estuda incorporar acionistas "minoritários" aos projetos no país, nos quais manterá o "controle", disse Brufau, que acrescentou que encarregou vários bancos de investimento que analisem a melhor forma de fazê-lo.

Uma das possibilidades é retirar da bolsa parte das ações da Repsol Brasil nos mercados indicados pelos analistas, reiterou Brufau, que não descartou a incorporação de alguma petrolífera em países como os Estados Unidos.

Com relação aos dividendos, Brufau confiou na retomada do crescimento (que deixaram de fazer em 2009) e disse que, se cumprida à hipótese dos preços e margens nas quais se baseia o plano estratégico, a retribuição ao acionista poderia crescer anualmente 10%.

A nova estratégia Horizonte 2014 da Repsol foi desenhada para adaptar o Plano 2008-2012 (que inicialmente previa investimentos de 32,8 bilhões de euros que em 2009 sofreram cortes de 25 bilhões de euros) a seus "sucessos exploratórios sem precedentes dos últimos dois anos" e às mudanças originadas pela crise econômica mundial.

No plano, para 2014 estão previstos cortes no valor de 4,5 bilhões de euros e se mantém a intenção de vender parte de YPF e ativos não estratégicos, ao tempo que se reserva a opção de materializar valor através de "desinvestimentos seletivos".

Outra vez às contas do primeiro trimestre, o resultado operacional melhorou 61%, aos 1,538 bilhão de euros, em tanto que a produção de hidrocarbonetos subiu 10,4%, para os 350.321 barris.

O lucro líquido ajustado CCS (que não leva em conta a valorização das reservas) subiu 17,1% e ficou em 434 milhões de euros.

(Portal Exame)

 

 

 

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