Rio, Recife e São Paulo lideram alta de imóveis em 2011, aponta FipeZap

Os imóveis do Rio de Janeiro, Recife e São Paulo foram os que mais subiram de preço em 2011, entre as sete regiões metropolitanas pesquisadas pelo índice FipeZap, calculado a partir do preço de cerca de 150 mil unidades selecionadas entre os anúncios do site Zap Imóveis. A capital carioca registrou a maior alta, de 34,9%, seguida pela pernambucana (30,7%) e pela paulista (27%). A menor elevação foi medida em Salvador, onde a variação foi de 6,8%.

Assim como nos últimos anos, os apartamentos pequenos tiveram as maiores valorizações. No Rio, o preço dos imóveis de um dormitório acumula alta de 177% desde janeiro de 2008, data de cálculo mais antiga do índice. Em São Paulo, as unidades de um e dois quartos empatam na liderança, com 139% e 136% de alta no mesmo período. “Tem havido maior demanda da classe média e da população jovem, que muitas vezes compra o primeiro imóvel e busca unidades menores”, diz Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e coordenador do índice.
 
Mas o ritmo de valorização tem diminuído nas regiões pesquisadas. Em dezembro, os imóveis de São Paulo tiveram aumento médio de 1,4%, a menor taxa desde maio de 2010. No Rio de Janeiro, o aumento no mês passado foi de 1,1%, o mais baixo desde abril de 2009. No Distrito Federal, dezembro trouxe a primeira queda de preços desde o início da série histórica do FipeZap, com baixa de 0,2%.
 
“O preço dos imóveis subiu muito nos últimos três anos, não é razoável que um mercado fique num ”boom” por tempo indeterminado", afirma Zylberstajn. "Parece que o mercado imobiliário está se aproximando de uma condição de equilíbrio.”
 
Assim, a previsão é de que a valorização seja menor em 2012. "Dado o conjunto de informações que temos, o mercado deve desacelerar neste ano, mas não dá para dizer o tamanho dessa desaceleração. O que dá para ver é que em janeiro de 2011 o preço subia 2% e em dezembro ele subiu 1,1%", aponta Zylberstajn. A média nacional de valorização em 2011, de acordo com o FipeZap, foi de 26%.
 
Outro indício de que os valores tendem a subir menos em 2012 é a chamada taxa de aluguel, relação entre os preços anunciados de venda e aluguel de um imóvel. O índice variou para baixo nas principais regiões metropolitanas. Em São Paulo, por exemplo, a taxa passava de 0,7% em janeiro de 2008. Ou seja, quem tivesse um imóvel de R$ 100 mil, normalmente alugava por pouco mais de R$ 700. Agora, a mesma taxa é calculada em 0,52% pelo FipeZap.
 
Para Zylberstajn, a taxa não está "baixa demais", e sim mais próxima de um equilíbrio baseado em fundamentos econômicos. Dessa forma, quem compra imóveis ainda consegue alugar e ter um retorno compatível com o investimento. “Em termos de investimento para o comprador, essa taxa tem de ser comparada com o rendimento do CDI descontada a inflação. Ou seja, 0,5% é razoável", diz. "Baseando-se nesse indicador, pode-se dizer que não está havendo uma alta exagerada dos preço dos imóveis, na maioria dos casos."
 
Brasília é a mais cara
 A pesquisa mostrou ainda que, na média, o metro quadrado do Distrito Federal é o mais caro do país, com valor de R$ 7.919. Na sequência vêm Rio de Janeiro (R$ 7.421) e São Paulo (R$ 6.066). Quando o indicador é desmembrado por tipos de apartamento, o metro quadrado mais caro do País torna-se o dos imóveis de quatro quartos no Rio de Janeiro, com preço médio de R$ 9.540. Em São Paulo, onde o índice usa 90 mil imóveis anunciados para fazer o cálculo, um apartamento de um dormitório custa, em média, R$ 6.919 por metro quadrado – no de dois quartos, o valor é de R$ 5.306.

(Pedro Carvalho l iG)

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