Topper quer ser uma das maiores do mundo em cinco anos

A poucos dias da abertura da Copa da África do Sul, quem se arriscaria a falar de outra coisa no mundo dos negócios? Mesmo quem não patrocina oficialmente uma equipe ou um craque tenta tirar uma casquinha do torneio. A Topper, marca de artigos esportivos da Alpargatas, também decidiu ter uma seleção para chamar de sua: a brasileira, claro – mas a de rugby. Enquanto suas rivais lançam campanhas exaltando o futebol, a Topper veicula peças bem humoradas, nas quais admite o desconhecimento do rugby no país. Mas, por trás das piadas, está uma estratégia que pretende transformar a marca numa das principais do mundo dentro de cinco anos, competindo de igual para igual com potências como Nike e Adidas.

"Queremos manter a liderança no futebol, mas também expandir para outros esportes e para o mercado internacional", afirma Fernando Beer, diretor de artigos esportivos da Alpargatas. A motivação é bem óbvia. Ter uma posição forte no futebol permitirá à Topper explorar a Copa de 2014, que será organizada no Brasil. Já ampliar o leque de produtos é necessário para se sair bem nas Olimpíadas de 2016, no Rio. O rugby, por exemplo, se tornará esporte olímpico neste torneio – e apoiá-lo desde já é um meio de garantir visibilidade. No final do ano passado, a Alpargatas criou um comitê para planejar as ações nestes torneios. As primeiras serão executadas logo após o final da Copa da África do Sul, em 11 de julho. "Esses eventos são uma grande oportunidade para a marca", diz Beer. Assim, da mesma forma que o Brasil sonha em aproveitá-los para se consolidar mundialmente, a Topper pretende fazer o mesmo nos negócios.

Criada em 1975 pela Alpargatas, a Topper foi umbilicalmente ligada ao futebol. A marca patrocinou, por exemplo, a mitológica seleção brasileira de 1982, além de grandes clubes brasileiros. Sua logomarca também estampa o uniforme da seleção brasileira de futebol de salão – que saiu na frente da seleção de campo e já é hexacampeã. O investimento fez com que o esporte chegasse a representar 100% das vendas da Topper no Brasil.

(Beatriz Olivon | Portal Exame)

 

 

 

 

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