United Airlines e Continental anunciam acordo de fusão

As companhias aéreas americanas United Airlines e Continental anunciaram nesta segunda (3) um acordo de fusão, que criaria a maior companhia aérea do mundo e poderá, segundo analistas, redesenhar o mercado americano da aviação. As empresas dizem que se trata de um negócio de US$ 3 bilhões. O plano ainda tem que ser aprovada por órgãos reguladores americanos.

Desde o último domingo (2), notícias de jornais como o "Wall Street Journal" e agências de notícias internacionais davam conta de que o acordo havia sido aprovado pelos Conselhos de Administração das duas empresas. A nova empresa seria quase 8% maior que a Delta Air Lines e administraria 21% das praças do mercado americano, contra os 20% que a Delta alcançou após a aquisição da Northwest Airlines em 2008. Com a união, a nova companhia passa a servir 370 destinos em todo o mundo.

Segundo o anúncio desta segunda, a companhia resultante deve usar o nome da United e ter sede em Chicago. Seu comando será do presidente-executivo da Continental, Jeff Smisek, enquanto seu colega da United, Glenn Tilton, presidiria a junta diretora.

Aviões da Continental e da United Airlines no aeroporto de Houston, nos EUA . O conselho da United Airlines se reuniu na sexta-feira (30), enquanto os conselheiros da Continental o fizeram nesse dia e no domingo. As duas empresas já haviam tentado em 2008, sem sucesso, uma operação similar.

Essas negociações entre United e Continental, respectivamente terceira e quarta companhias aéreas do mundo em número de passageiros, não chegaram a se concretizar diante da decisão da Continental de continuar sozinha ao considerar o ambiente econômico muito arriscado.

Atualmente, o setor aéreo vive uma tendência de consolidação para reduzir custos e capacidade, aumentar a competitividade e enfrentar melhor a crescente concorrência e a guerra de preços.

Na semana passada, a United apresentou, assim como outras companhias aéreas, seus resultados empresariais do primeiro trimestre do ano, quando conseguiu reduzir perdas e confirmou que o setor começa a se recuperar da recessão econômica e que pode retomar seu processo de integração através de fusões.

No primeiro trimestre de 2010, a United reduziu suas perdas em 78,5%, até US$ 82 milhões (US$ 0,49 por ação), graças em grande parte à recuperação do transporte de passageiros.

No fechamento do pregão de sexta-feira, as ações da United registravam alta de 0,59%, US$ 21,60, enquanto as da Continental caíam 1,54%, até US$ 22,35.

Acordo
O acordo determina que os acionistas da Continental receberão 1,05 ação das ações ordinárias da United para cada ação ordinária da Continental que tiverem.

Os acionistas da United devem ficar com aproximadamente 55% do capital da nova companhia, contra 45% para os acionistas da Continental.

A companhia aérea deve ser dirigida pelo atual presidente-executivo da Continetal, Jeffery Smisek. O presidente da United Glenn Tilton presidirá o Conselho de Administração da nova empresa, que terá o nome de United Continental Holdings Inc.

(Portal G1)

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