Universitário estuda aquisições para crescer

São Paulo – Comprado em meados de agosto pela Buffalo Investimentos, o Universitário recebeu a missão de ser o veículo de consolidação da empresa de private equity no mercado de sistemas de ensino. De acordo com o diretor superintendente do Universitário, Alexandre Scolfaro, há entre 60 e 70 sistemas de ensino no país atualmente. "Elegemos 15 deles como prioritários", afirma.

Os alvos envolvem não apenas sistemas tradicionais, voltados para o ciclo de ensino fundamental e médio. Entre eles, há também alguns cursos técnicos – uma área que começa a chamar cada vez mais a atenção dos investidores, devido à carência de mão-de-obra qualificada para preencher as vagas abertas pelo bom momento da economia.

 
Segundo Scolfaro, as marcas das redes adquiridas não serão, necessariamente, extintas. Isto porque, em algumas cidades, possuir duas ou três bandeiras de sistema de ensino pode ser estratégico. "Em cidades pequenas, pode não haver espaço para dois colégios Universitário, por exemplo", diz o executivo. "Mas pode haver um Universitário e um colégio com outra bandeira nossa."

Fundos

Para sustentar a expansão, o Universitário conta com a retaguarda de um fundo de investimentos em participações (FIP) criado pela Buffalo. Dos 900 milhões de reais que o fundo pretende captar, metade já está acertada com os investidores. Além de administrar o Universitário, Scolfaro, que é formado em Economia e tem experiência no mercado financeiro, também será o coordenador do fundo.

Por volta de agosto do próximo ano, o Universitário espera ter decuplicado de tamanho. Hoje, suas apostilas e métodos de ensino atendem 30.000 alunos. A meta é, em 12 meses, atingir 300.000.

A empresa não revela seu faturamento, mas afirma que, atualmente, o valor médio gasto por aluno com seu material é de 350 reais por ano.

Mercado aquecido

Depois de apostarem, nos últimos anos, em uma agressiva consolidação do mercado universitário, os investidores transformaram os sistemas de ensino no novo campo de batalha. O próprio Grupo Abril (que edita EXAME) tem participado deste processo. Em julho, a Abril Educação comprou o Anglo. O negócio envolveu o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a Siga, empresa focada na preparação de concursos públicos.

De acordo com Scolfaro, do Universitário, uma das vantagens dos sistemas de ensino é permitir uma maior programação do conteúdo das aulas. "No mesmo dia, é possível ter a certeza de que todas as turmas terão o mesmo conteúdo planejado, sem atrasos entre uma classe e outra", diz.

(Márcio Juliboni | Portal Exame)

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