WEG continuará expansão para sustentar crescimento de vendas

A WEG, maior fabricante de motores elétricos da América Latina, continuará a expandir-se e a comprar empresas estrangeiras para sustentar seu ritmo de crescimento de vendas de cerca de 20 por cento ao ano, disse um executivo da empresa.

O gerente de vendas internacionais da WEG, Roberto Lourenço, disse à Reuters que vê oportunidades da empresa ampliar sua participação na indústria mineradora no Chile e no Peru e no setor petrolífero da Colômbia e Venezuela.

“Esperamos crescer neste ano 20 por cento acima dos 3,6 bilhões de dólares em vendas de 2011, e temos planos de crescer fortemente nos próximos anos”, disse ele durante um fórum de negócios em São Paulo. Questionado a respeito de 2013, o executivo respondeu: “Sempre, no mínimo, 15, 20 por cento.”

“A WEG também está em um processo de aquisição de novas empresas. Estamos buscando oportunidades dessa maneira. (…) A previsão é que esta filosofia siga forte nos próximos dez anos”, adicionou.

A WEG teve lucro de 140 milhões de reais no segundo trimestre, com um alta de 20 por cento na receita operacional, para 1,5 bilhão de reais, impulsionada pelo mercado internacional.

A companhia que produz além de motores elétricos, sistemas de controle, transformadores e tintas obtém 35 a 40 por cento de sua receita em operações fora do Brasil.

Num contexto de desaceleração da indústria brasileira, a WEG realizou nos últimos anos compras e investimentos na Argentina, Áustria, Estados Unidos, Índia, México e África do Sul.

Lourenço disse que a WEG vê oportunidade de forte crescimento nas indústrias de mineração do Chile e do Peru, onde acaba de abrir um escritório. “Provavelmente vamos abrir mais uma filial (comercial) na América Latina. Ainda não está bem definido o local”, disse ele.

“Estamos investindo na Venezuela e na Colômbia, países onde há muita possibilidade de crescimento, principalmente na área petrolífera”, acrescentou.

A América Latina representa 13 por cento das vendas internacionais da WEG. A empresa tem fábricas na Argentina e no México.

ARGENTINA

Lourenço disse que a WEG solucionou recentemente uma “crise marginal” junto à Argentina, de onde o equivalente a 100 caminhões de seus produtos demorou seis meses para ser despachado pelos controles de importações impostos pelo país para proteger seu superávit comercial.

“Fizemos uma proposta para o governo argentino e estamos aumentando nossa produção local lá. Isso também abriu as portas novamente para a WEG”, disse o executivo.

Ele comentou ainda que a crise de dívida da zona do euro não prejudicou as operações da WEG na Europa, segundo mercado da companhia depois dos Estados Unidos, disse Lourenço.

“Nossa filiais na Europa estão crescendo porque há espaço, talvez estejamos ganhando competitividade dos concorrentes locais.”

(Esteban Israel | Reuters)

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